Ludmilla Rossi
Texto porLudmilla Rossi
38 anos - Santos

O melhor souvenir

Toda vez que estou prestes a viajar fico me perguntando: qual o melhor souvenir? Nós, seres humanos temos mania de encher nossas casas com quiquilharias e inutilidades. Não é que eu seja contra comprar uma torrezinha-eiffelzinha quando estamos dentro da própria, mas acho meio demais araras de madeira, máscaras aborígenes ou mesmo colecionar pequenices que não tem tanta utilidade assim.

E aí, chego à conclusão que existem dois excelentes souvenirs para o meu caso: fotos, roupas e acessórios. A foto abaixo (amo!) é um dos melhores souvenirs que eu trouxe de Veneza (eu diria que é o melhor, depois das lembranças. E em terceiro lugar ficam os pingentes de murano, hehe). Fotos são souvenirs que você divide com todo mundo, muitas vezes com gente que a gente nem conhece. Isso não é o máximo?


A foto foi tirada em Veneza, na casa de verão da Peggy Guggenheim que abriga um museu que leva o nome dela. Não sou eu na frente do museu. É a foto, o momento e o sentido que a frase faz naquele momento da viagem.

Agora, vamos pensar: o que nós, mulheres, mais usamos no nosso dia-a-dia? Roupas, bolsas, maquiagens, sapatos, bijoux, jóias? Yes! Depois de um tempo descobri que, devido à minha extensa memória, roupas e acessórios para mim são souvenirs excelentes, capazes de refrescar a minha memória num dia comum. Sim, às vezes me deparo pensando assim: “acho que essa blusa combina com aquele casaquinho que comprei naquela ruelinha em Roma” e todo momento é relembrado e retorna frescamente. Quase um exercício de memorização.

Nada de badulaques pegando poeira. Quer souvenir melhor do que aquele que você pode usar todo dia como um lembrete das viagens que marcaram sua vida?