Ludmilla Rossi
Texto porLudmilla Rossi
37 anos - Santos
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11 de setembro e as mudanças em imagens

Há 10 anos o mundo mudou. Hoje, 11 de setembro de 2011 as TVs não falam de outra coisa: documentários, entrevistas, homenagens. Há 1 mês exatamente, em 17 de agosto de 2011 voltei à região onde ficava o World Trade Center, e registrei algumas imagens que guardei até o dia de hoje, para dividir com vocês.São imagens de turista mesmo, com o olhar de reconstrução, e como cada parte dessa reconstrução é dolorosa.

O skyline da cidade sem as torres, mas com a The Freedom Tower em construção.

Mais construção…

Quadro de homenagens aos bombeiros mortos em 11 de setembro. Foram 343 mortes só entre os bombeiros.

Parte do memorial.

As antigas torres gêmeas esculpidas em bronze. A escultura é dramática e traz a inscrição “May we never forget”

Vidros sendo colocados nas novas torres: trabalho artesanal, reconstrução árdua.

A estátua da Liberdade continua vendo tudo.

Lá perto do lugar onde ficava o WTC há um painéis apresentando as inscrições Reflect – apresentando os espelhos d´agua “reflecting absence”, que ficam exatamente no local onde estavam as antigas torres. Ao redor dos espelhos d´água estão os nomes de todas as vítimas do atentado.

Reconnect – apresentando a reconstrução do “WTC Transportation Hub”, que substituirá o terminal temporário que opera hoje.

Restore – que se trata da reconstrução das torres. Serão 5 novas torres em alturas diferentes, incluindo a The Freedom Tower, projetada por David Childs.

Cada um leva para si a sua lição do 11 de setembro. Para mim, a mais assustadora delas (e que pouco é falada) é me colocar no lugar de empresas, empreendedores, diretores e gerentes que perderam nesse dia uma grande porcentagem de seus colaboradores. Quem pesquisa um pouco vai descobrir que muitas empresas tinham seus principais escritórios no WTC, e boa parte dos colaboradores trabalhavam lá. Isso significa que empresas perderam 60%, às vezes 70% do eu quadro de funcionários. Ao contrário do que muito jornalista afirma, a tragédia é global, não americana.