Luiz Gomes Otero
Texto porLuiz Gomes Otero

Zélia Duncan retoma o som pop com Tudo É Um

Depois de lançar vários discos temáticos, Zélia Duncan retoma sua produção autoral baseando-se na sonoridade pop que a consagrou no início de carreira. Essa volta resultou no álbum Tudo É Um. 

Lançado pelo selo Biscoito Fino, ele marca a volta de sua parceria com o também músico Christiaan Oyens na produção musical.


O último álbum pop autoral de Zélia até então era o Pelo Sabor do Gesto. Depois vieram os discos com canções de Itamar Assumpção e Luiz Tatit, um álbum de samba. Houve, ainda, um trabalho com o músico Jaques Morelenbaum, com cello e voz. Trabalhos temáticos e, ao mesmo tempo, densos em suas essências.

Zélia explica que esse novo disco foi quase todo gravado ao vivo em estúdio, com os instrumentos básicos junto com a voz, exceto os metais e as cordas.


Tudo É Um

O disco tem parcerias de Zélia com o maranhense Zeca Baleiro, na faixa Me Faz Uma Surpresa.

Paulinho Moska canta e divide a autoria de Feliz Caminhar. E há outras dobradinhas de Zélia com Chico César (em Tudo é Um, que dá nome ao trabalho) e com Jaques Morelembaum (Sempre Os Mesmos Erros).


O som pop de Zélia tem o violão sempre como ponto importante de apoio. É, sim, uma sonoridade que remete ao folk. Mas, junto com isso, vem um caldeirão de outras influências de nossa MPB. Especialmente, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Milton Nascimento, entre outros.


A balada Breve Canção de Sonho, de autoria de Zélia, e a canção folk O Que Mereço têm a sua marca registrada. Assim como a também autoral Eu Vou Seguir (com um arranjo mais voltado ao rock).

O retorno de Zélia Duncan

Tudo É Um é mais um acerto de Zélia. E, como ela mesmo escreveu, pode ser definido como “um desejo gigante de arrancar prazer dessa vida e encontrar mais, muito mais cúmplices por aí”.

Com certeza, parceiros musicais não vão faltar para ela nessa caminhada.