Luiz Gomes Otero
Texto porLuiz Gomes Otero
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Shadow Show e seu rock autêntico

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Trio feminino originário de Detroit (EUA), o Shadow Show vem conseguindo ocupar o seu espaço dentro do cenário do rock alternativo.

Com seu lançamento de estreia, Silhouettes, elas combinam elementos da psicodelia do som de garagem dos anos 60 em uma encarnação moderna de arte pop do século XXI.

Minas poderosas

O Shadow Show tem a guitarrista Ava East, a baixista Kate Derringer e a baterista Kerrigan Pearce.

A banda estreou em agosto de 2018. Após o lançamento dos singles The Machine e Glass Eye, elas passaram a ser mais conhecidas no cenário do rock alternativo.

O álbum de 10 faixas foi gravado e mixado por Kate Derringer e masterizado por Jim Diamond (The White Stripes, The Dirtbombs, Ghetto Recorders). E traz canções bem densas com clima retrô.

Lembra muito aquele som do final dos anos 60, com alguns toques psicodélicos. A faixa Charades abre o disco e é uma boa amostra do que as moças pretendem mostrar para o rock.

Outras faixas que chamaram a atenção foram Shadow Box e Time Machine. A guitarra de Ava East apresenta timbres e riffs bem interessantes nessas três canções. Como tem o formato de um trio, os arranjos soam bem básicos e autênticos.

Shadow Show pode até não estar trazendo nada de novo com o álbum Silhouettes. Mas ainda assim consegue reciclar sons que escutamos no final dos anos 60, trazendo para os tempos atuais algo que foge da sonoridade convencional. E só por isso já vale a pena ouvir o disco.

Ouça alguns destaques do disco das meninas do Shadow Show