Luiz Gomes Otero
Texto porLuiz Gomes Otero

Richard Marx testa o seu som em Limitless

Quem viveu os anos 80 certamente se lembra de um cantor americano que fez muito sucesso em todas as rádios com a balada Right Here Waiting.

E ele está de volta buscando testar seus limites com um trabalho novo.

Limitless traz 12 canções inéditas com foco no pop e rock e mesclando suas principais influências musicais.

Para quem não sabe, Richard Marx começou como músico de apoio do cantor Lionel Richie. E foi justamente Richie quem o encorajou a iniciar uma carreira solo. Isso depois de ouvir uma fita com composições dele.

Depois do sucesso do primeiro disco, Marx passou por um período de hiato, trabalhando como produtor musical e compositor para vários nomes consagrados, Entre eles, destacam-se Barbra Streisand, Kenny Loggins, Laura Pausini, Sarah Brightman, Michael Bolton e Kenny Rogers.

Richard Marx sem limites

Limitless é seu 12º álbum de estúdio. E acabou sendo uma surpresa por várias razões. O artista vencedor do Grammy e topo das paradas no final dos anos 80 tinha lançado o seu último álbum solo – Beautiful Goodbye – em 2014. E agora, decidiu se reconectar com aquela onda de amor inato pelas composições. A mesma que o colocou em sua carreira de sucesso há mais de 30 anos.

Ele passou quase quatro anos escrevendo e gravando em várias sessões entre as datas da turnê. O processo começou com “Let Go”, uma colaboração com o produtor Morgan Page e a atual esposa de Marx, Daisy Fuentes.

O disco tem momentos mais intimistas como nas baladas Not In Love e Break My Heart Tonight, um perfeito som pop radiofônico. E há momentos mais próximos do rock nas faixas All Along e Another One Down (essas duas escritas em parceria com o seu filho, Lucas, do primeiro casamento com a atriz Cinthia Rhodes).

Em Let Go, Marx investe em um som mais dançante com forte tempero pop.


Ele já vendeu mais de 30 milhões de álbuns em todo o mundo, começando com sua estreia que alcançou a 8ª posição na lista das 200 melhores da Revista Billboard.

O álbum gerou quatro singles no Top 5, incluindo Hold on the Nights e Don’t Mean Nothing, que lhe renderam uma indicação ao Grammy de Melhor Performance Vocal Masculina do Rock.

Seu álbum seguinte, Repeat Offender, de 1989, foi ainda mais bem-sucedido, alcançando o primeiro lugar e emplacando dois singles no topo das paradas: Satisfied e Right Here Waiting.

Limitless faz muito mais do que testar os limites da música de Richard Marx. Traz de volta um som pop que teve o seu merecido espaço no passado. E que ainda se enquadra dentro dos tempos atuais.