Luiz Gomes Otero
Texto porLuiz Gomes Otero

Liam Gallagher solo, com sabor de Oasis

Desde o fim da banda britânica Oasis estávamos na expectativa de o quê exatamente os irmãos Gallagher produziriam em suas respectivas carreiras solo.

Se, por um lado, Noel não tem empolgado tanto, o seu irmão, Liam parece ter acertado a mão com o seu segundo disco – Why Me? Why Not?.

As canções mostram uma sonoridade próxima da sua antiga banda e de sua maior influência: os Beatles.

Depois do fim do Oasis, Liam chegou a montar a banda Beady Eye. Não durou muito e acabou encerrando as atividades. E partiu, então, para a carreira solo, lançando As You Were, com um som mais experimental. Já nesse segundo álbum, ele parece mais à vontade, cantando as canções daquele jeito que nos acostumamos a ver e ouvir.

Liam reeditado

A faixa de abertura, Shockwave, tem um arranjo energético e letra com temática focada em traição. Parece até uma mensagem indireta para o irmão, com quem não tem uma relação muito amistosa, por sinal. É um dos grandes momentos do disco.

Há outros ótimos momentos, como One Of Us, Now That I’ve Found You (bem radiofônica, com astral pra cima) e Alright Now, todas no mesmo padrão pop britânico que Liam produziu com a banda anterior ao longo dos anos.

A faixa título (Why Me Why Not) segue uma linha claramente influenciada por John Lennon, ídolo confesso de Liam. Outro ponto interessante: notar que sua a voz permanece forte e intacta, apesar do tempo que passou e das constantes e intensas turnês realizadas ao longo dos anos.


Parte do êxito desse trabalho deve ser creditado à boa produção musical de Greg Kurstin e Andrew Wyatt, também parceiros de composição na maioria das canções.

Why Me Why Not está longe de ser um álbum no nível dos trabalhos iniciais do Oasis. Mas deixa uma ótima impressão para o ouvinte. E desfaz um pouco aquele ar marrento que Liam sempre gostou de mostrar.