Ludmilla Rossi
Texto porLudmilla Rossi
37 anos - Santos
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Dia mundial do Rock – mini-entrevista com o Chorão

Hoje não se falava de outra coisa. O rock caiçara tomou a cena de assalto com a notícia da volta de Marcão e Champignon à banda Charlie Brown Jr. Fizemos algumas perguntas por e-mail para o Chorão, líder da banda e responsável por grande parte das composições do CBJR. Muito solícito, Chorão respondeu às nossas perguntas por e-mail. Ficamos honradas, visto que a imprensa deve estar sem parar em cima do cara desde ontem por causa desta notícia.

JS – Chorão, hoje é dia mundial do rock. No Brasil, esse gênero tem passado por transformações bruscas nos últimos anos. Vimos várias bandas “simulacros” do Charlie Brown Jr. surgirem, até variações do rock determinada por cores (!). Qual a sua opinião sobre isso?
Chorão – Vamos por partes! Até um certo ponto acho legal que o meu trabalho seja referência pra novos grupos, desde que essa galera também busque além de referências, originalidade e sua própria identidade. Venho de uma geração que cresceu escutando outro tipo de rock, bandas emblemáticas dos anos 70 e 80, como Rush, ACDC, Suicidal Tendencies, Metallica e as similares brasileiras, como Camisa de Venus, Ratos de Porão, Garotos Podres e Sepultura. Já a cena da qual eu faço parte vem de um rock mais miscigenado, como o som do Planet Hemp que traz varios estilos unidos ao rock, e Raimundos que misturava seu som com música nordestina, o forrócore. O Charlie Brown Jr, que tem uma grande diversidade musical, mas que conserva a vertente principal que é o rock.

Em relação à essa nova geração, é natural que eles buscassem e estabelecessem seus temas em suas letras, seu estilo, suas cores e isso, a gente querendo ou não é uma continuidade. Um tanto quanto juvenil, mas quem dita o que acontece no mercado realmente são os meios de comunicação e os empresários com síndrome de artistas, os “masters of puppets”.

JS- Quais foram os CDs de rock que marcaram a sua vida?
Chorão – Quase todos do Suicidal Tendencies, “Usuário” do Planet Hemp, “Sobrevivendo no Inferno” do Racionais, O primeiro do Legião Urbana, o primeiro do Camisa de Vênus, “13 songs” do Fugazzi, quase todos do Metallica… e muitos outros. É muito difícil resumir os melhores, existem muitos discos e bandas boas.

JS – Qual a sua relação com Santos?
Chorão – Nasci em São Paulo, aí meus pais se separaram e meu pai me trouxe com ele pra Santos. Eu me acostumei rápido e em pouco tempo já tinha me tornado um rato de praia.

JS – Quais são os seus lugares favoritos na cidade e por que?
Chorão – A praia, claro. É o lugar onde, depois da minha casa, mais me sinto bem.