Texto porLuiz Gomes Otero

Charlie Watts, para sempre

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Apontado como um dos maiores bateristas de todos os tempos, Charlie Watts faleceu no dia 24 de agosto, em Londres.

Ele deixa um legado imenso com seus grooves e batidas inconfundíveis. Apesar de sempre ser pouco lembrado quanto se fala dos Rolling Stones, é impossível não reconhecer sua marca registrada em todos os discos de estúdio da banda.

Para resumir sua importância, basta dizer que Keith Richards dificilmente seria o músico que é hoje sem o acompanhamento preciso e perfeito de Watts.

Um gentleman das baquetas

Por trás de cada riff sempre tinha uma batida seca e perfeita, como se o espaço vazio fosse preenchido de forma mágica.

E louve-se o fato de sua incrível longevidade. O cara tocou ao vivo em todas as grandes turnês do grupo, sem esboçar qualquer tipo de deslize na performance.

Com uma postura sempre discreta, Charlie Watts sempre dispensava os holofiotes da mídia, ao contrário de Mick Jagger, que sempre buscava a estar à frente deles. Mas, se os Rolling Stones duraram todo esse tempo, foi pelo fato de a banda ser uma unidade, sem fogueira de vaidades.

Claro que houve brigas e discussões, como em qualquer grupo de rock que se preze. Mas, musicalmente, sempre houve uma unidade em torno da música. O resultado final sempre foi a soma de fatores que se encaixavam na batida de Watts e nos riffs de Keith Richards.

Charlie já não participaria da próxima turnê, por questões de saúde. Os Stones haviam decidido utilizar um baterista contratado para essa finalidade, que certamente dará conta do recado ns shows. Mas a magia do groove de Charlie Watts será impossível de se repetir.