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Sua lombar anda reclamando? Veja como melhorar esse desconforto

Da dificuldade para levantar da cadeira ao incômodo que atrapalha o sono, aquela dor na lombar pode afetar a rotina. Pequenos ajustes ajudam, mas preste atenção nos sinais para procurar ajuda de um médico

Tempo de leitura: 7 minutos

Levantar do sofá virou uma operação com várias etapas? Primeiro, a mão procura um apoio. Depois, o corpo inclina para a frente. No final, vem aquela pausa para tomar coragem antes de ficar em pé. Se essa cena parece familiar, talvez a lombar esteja pedindo socorro.

A dor na parte inferior das costas é uma queixa comum e pode aparecer depois de um dia inteiro sentado, durante atividades físicas ou até sem uma causa evidente. Além disso, ela pode atrapalhar tarefas simples, como dormir, trabalhar, dirigir e brincar com as crianças.

Só que sentir dor lombar não significa, automaticamente, ter uma hérnia de disco. Lombalgia é o nome dado à dor nessa região, e identificar sua causa depende de uma avaliação profissional.

A boa notícia é que muitos episódios melhoram em algumas semanas. Enquanto isso, alguns cuidados podem ajudar a tornar a rotina mais confortável.

A lombar também sente o peso da rotina

Passar horas na frente do computador, dirigir por longos períodos ou executar movimentos repetitivos pode aumentar o desconforto nas costas.

Em Santos a rotina de quem trabalha em escritório, comércio, serviços ou atividades que exigem esforço físico é bastante presente. Ainda assim, muita gente enfrenta um problema parecido: permanecer tempo demais na mesma posição.

Por isso, observar os hábitos diários pode ajudar a identificar situações que agravam a dor.

O repouso prolongado na cama, por exemplo, geralmente não ajuda na recuperação de quadros comuns de lombalgia. Quando não existem contraindicações, manter as atividades toleráveis e retomar os movimentos gradualmente costuma ser uma estratégia mais adequada.

A orientação também exige atenção aos limites de cada pessoa. Uma dor que impede tarefas básicas merece avaliação, mesmo que tenha começado há poucos dias.

Uma noite melhor pode começar com um travesseiro

Quem sente dor lombar conhece o desafio de encontrar uma posição confortável para dormir. A pessoa vira para um lado, tenta o outro e, às vezes, passa mais tempo procurando uma posição do que descansando.

Nessas horas, experimentar alguns apoios pode ajudar.

Quem dorme de lado pode colocar um travesseiro entre os joelhos, mantendo as pernas ligeiramente dobradas. Esse apoio pode favorecer o alinhamento dos quadris e reduzir o desconforto.

Já quem prefere dormir de barriga para cima pode testar um travesseiro sob os joelhos. Assim, algumas pessoas conseguem aliviar a tensão na região lombar.

Dormir de bruços pode aumentar o desconforto em determinados casos. Se essa for a posição mais confortável, vale experimentar um apoio sob os quadris e a parte inferior do abdômen.

O principal é observar a resposta do próprio corpo. Não existe uma posição universalmente correta para todas as pessoas, e ninguém precisa passar a madrugada se policiando por ter mudado de lado.

Se a dor continuar prejudicando o sono, entretanto, é importante procurar orientação profissional.

O computador não é inimigo da coluna

A cadeira pode até ser confortável, mas passar horas na mesma posição costuma cobrar seu preço.

Para começar, os pés devem ficar apoiados no chão ou em um suporte. Além disso, as costas precisam de apoio, enquanto os ombros permanecem relaxados.

A tela deve ficar diretamente à frente, com a parte superior na altura dos olhos ou um pouco abaixo. Dessa forma, fica mais fácil evitar inclinações frequentes do pescoço.

Contudo, ajustar a estação de trabalho não resolve tudo sozinho.

Levantar, caminhar por alguns minutos e alternar tarefas ajudam a interromper períodos prolongados na mesma posição. Quando possível, pequenas pausas ao longo do expediente também podem reduzir a rigidez.

Quem trabalha em pé, carrega peso ou realiza movimentos repetitivos precisa observar outros fatores. Dependendo da atividade, pode ser necessário adaptar as tarefas, rever a distribuição da carga e organizar intervalos.

A ideia é encontrar maneiras viáveis de movimentar o corpo durante o dia, respeitando as condições de cada trabalho.

E quando chega a hora de fazer exercício?

Diante da dor, algumas pessoas suspendem toda atividade física. Outras tentam manter o treino habitual, mesmo quando cada movimento aumenta o desconforto.

Aí a gente tem que ir pelo caminho do meio e do equilíbrio.

Quando não há sinais de alerta, atividades toleráveis e o retorno gradual aos exercícios podem ajudar na recuperação. Caminhadas, exercícios na água, pilates e yoga são algumas possibilidades, mas nenhuma modalidade serve igualmente para todo mundo.

A escolha depende dos sintomas, das limitações, das preferências e, quando necessário, da orientação de um profissional.

Se determinado exercício intensificar a dor ou provocar novos sintomas nas pernas, é melhor interromper aquele movimento e buscar orientação. Alongamentos também não devem virar uma disputa para alcançar o limite do corpo.

No caso da lombalgia, vale a mesma lógica de adaptação, com um cuidado adicional: respeitar os sintomas e buscar uma consulta médica quando houver dúvidas.

Quando a dor nas costas exige atenção imediata?

A maioria dos episódios de dor lombar não representa uma emergência. Mas alguns sintomas exigem atendimento rápido.

É importante procurar avaliação médica com urgência se a dor começar muito forte, piorar rapidamente ou vier acompanhada de febre e mal-estar. Fraqueza nova ou progressiva nas pernas também merece atenção.

Além disso, perda de peso sem explicação e histórico de câncer devem ser informados ao profissional de saúde durante a avaliação.

Existem, ainda, sinais que exigem atendimento de emergência, especialmente quando aparecem junto à dor lombar:

  • Dificuldade para urinar ou perda do controle da urina ou das fezes.
  • Dormência na região genital, íntima ou ao redor do ânus.
  • Fraqueza importante, perda de sensibilidade ou alterações nos movimentos das duas pernas.
  • Dor após um acidente importante.

Esses sintomas podem indicar uma condição grave que exige avaliação imediata. Não é necessário apresentar todos eles ao mesmo tempo para procurar uma emergência.

Outro ponto importante: nem toda dor lombar precisa de ressonância magnética. O médico avalia os sintomas e o histórico antes de indicar exames, considerando se o resultado poderá mudar a conduta.

O mesmo cuidado vale para os medicamentos. Anti-inflamatórios podem apresentar riscos e não são adequados para todas as pessoas. Por isso, a escolha do tratamento deve considerar as condições de saúde e a orientação profissional.

A lombar está atrapalhando sua vida? Comece pelo que é possível

Ajustar o travesseiro, variar a posição durante o expediente e adaptar os exercícios são medidas que podem ajudar a lidar com o desconforto.

Entretanto, a persistência da dor merece investigação. E, diante de sinais de emergência, a prioridade é procurar atendimento imediatamente.

O corpo não precisa ficar imóvel para se recuperar, mas também não deve ser submetido a exercícios ou esforços que agravem os sintomas.

Entre insistir na rotina como se nada estivesse acontecendo e abandonar todas as atividades, existe a possibilidade de adaptar os movimentos e buscar ajuda quando necessário.

Afinal, conseguir levantar do sofá sem precisar planejar uma operação inteira parece um bom começo.

Serviço | Trasmontano Saúde

A Trasmontano Saúde possui rede de atendimento na Baixada Santista, com unidades do IGESP em diferentes municípios da região.

Para consultar endereços, horários, serviços disponíveis e condições de atendimento, acesse os canais oficiais da operadora.

Esta matéria é um publieditorial em parceria com a Trasmontano Saúde.
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Vitor Fagundes
Texto por

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