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Saúde feminina: por que as mulheres estão bebendo mais?

O aumento do consumo de álcool entre mulheres brasileiras é um desafio multifacetado que exige atenção urgente.

Tempo de leitura: 4 minutos

Mulher, vamos falar sobre algo que mexe com todas nós: a relação entre estresse, autocuidado e aquele “drink para relaxar” que virou hábito. Informações atualizadas do Vigitel revelam que o comportamento de risco relacionado ao uso de bebidas alcoólicas pelas brasileiras praticamente duplicou desde 2006, saltando de 7,8% para mais de 15%. Não estamos falando daquele brinde em família ou o vinho do fim de semana, mas de episódios frequentes de binge drinking que colocam a saúde feminina em risco real.

Enquanto isso, os homens mantiveram índices relativamente estáveis ao longo do mesmo período. Esse contraste evidencia que as mulheres constituem o grupo demográfico onde o consumo problemático de álcool mais avança, com impactos claros na saúde feminina.

Por que as mulheres estão bebendo mais?

Especialistas em saúde pública apontam que essa transformação reflete mudanças profundas na sociedade brasileira. A sobrecarga da “mulher moderna”, que frequentemente acumula responsabilidades profissionais, maternidade e gestão doméstica, transformou o álcool em uma válvula de escape acessível. Consequentemente, a bebida tornou-se uma “muleta” para lidar com o estresse diário.

Paralelamente, a indústria de bebidas soube explorar esse cenário. O chamado “marketing rosa” glamouriza produtos alcoólicos, associando-os ao empoderamento feminino e ao relaxamento merecido após um dia exaustivo. Essa estratégia contribuiu para normalizar o consumo excessivo em contextos sociais anteriormente dominados por homens, como os happy hours corporativos, influenciando padrões de saúde feminina.

Os riscos específicos para a saúde feminina

Diferentemente do que muitos imaginam, a igualdade social não corresponde a uma igualdade biológica. O organismo feminino processa o álcool de maneira distinta e menos eficiente que o masculino. As mulheres possuem menor quantidade de água corporal, o que reduz a diluição da substância, além de apresentarem níveis inferiores de enzimas hepáticas responsáveis pela metabolização do álcool.

Esse cenário gera o chamado “efeito telescópio”: as mulheres progridem do consumo social para a dependência química e desenvolvem doenças graves — como cirrose hepática e danos cerebrais — em um intervalo muito menor que os homens. Além disso, pesquisas demonstram que o consumo regular de álcool aumenta significativamente o risco de câncer de mama, uma informação ainda pouco divulgada nas campanhas de prevenção relacionadas à saúde feminina.

Resposta do sistema de saúde

Reconhecendo a gravidade e as especificidades de gênero desse problema, o governo federal sancionou em dezembro de 2025 a Lei 15.281. A legislação determina que o Sistema Único de Saúde (SUS) adote uma estratégia específica para mulheres dependentes de álcool, entendendo que “tratar mulher igual a homem” não funciona nesse contexto.

O novo protocolo prevê atendimento multiprofissional e prioritário, especialmente para gestantes, puérperas e vítimas de violência doméstica. Dessa forma, busca-se criar um ambiente de acolhimento livre do estigma moral, facilitando a busca por ajuda profissional e garantindo proteção social não apenas à mulher, mas também a seus filhos e núcleo familiar.

Busque apoio especializado 

Frente a esse cenário preocupante, contar com uma rede de saúde completa e acolhedora faz toda a diferença. A Trasmontano Saúde oferece uma estrutura integral de assistência médica, com centros médicos equipados e profissionais especializados em diversas áreas, incluindo clínica geral, psiquiatria e programas de saúde integral voltados para a promoção da qualidade de vida. Portanto, a busca por serviços de saúde feminina deve ser prioridade.

Com unidades próprias em Santos e região, a Trasmontano dispõe de uma equipe multiprofissional preparada para oferecer atendimento humanizado e personalizado. Afinal, cuidar da saúde integral significa também estar atento aos sinais que o corpo e a mente enviam.

Fique ligada!

O aumento do consumo de álcool entre mulheres brasileiras é um desafio multifacetado que exige atenção urgente. Compreender as causas sociais, reconhecer os riscos biológicos específicos e buscar apoio especializado são passos essenciais para reverter esse quadro preocupante. Felizmente, iniciativas como a nova lei e o fortalecimento da rede de saúde demonstram que o país começa a dar respostas adequadas a essa questão de saúde feminina.

Vitor Fagundes
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