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Quedas de idosos: o risco invisível que está na sua casa ou nas ruas da cidade

Pesquisa da UFSC mostra que o risco de quedas entre os mais velhos é muito maior do que os números oficiais revelam, e Santos, com seu perfil de cidade com muitos idosos, sente isso de perto

Tempo de leitura: 5 minutos

Tem algo acontecendo nas calçadas irregulares da orla, nas escadas sem corrimão, nos quarteirões da cidade onde os idosos passeiam de manhã cedo. Uma ameaça silenciosa que parece inofensiva, mas que pode mudar vidas com uma velocidade assustadora.

www.juicysantos.com.br - Quedas de idosos: o risco invisível que Santos precisa enfrentar

Uma queda, para um idoso, pode ser o começo de um processo que leva à perda de mobilidade e até mesmo à depressão. Um estudo recente da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) revelou que esse risco está muito subestimado no Brasil.

Os números que não estavam vendo

A pesquisa analisou dados de 7.515 idosos do ELSI-Brasil, levantamento nacional realizado entre 2023 e 2024, e aplicou o Algoritmo das Diretrizes Mundiais para Prevenção de Quedas (WGF).

O método tradicional, que considera apenas o histórico de quedas nos últimos 12 meses, classificava 82,2% dos idosos como baixo risco, 7,8% como intermediário e 10% como alto risco.

Contudo, quando os pesquisadores acrescentaram duas perguntas simples, sobre o medo de cair e a sensação de instabilidade ao andar, o cenário mudou completamente.

Com essas perguntas, o alto risco saltou de 10% para 15%. O intermediário passou de 7,8% para 34,6%. E o baixo risco caiu de 82,2% para 50,4%. Portanto, com base no Censo 2022, estima-se que cerca de 3,5 milhões de brasileiros com 60 anos ou mais estão em alto risco de sofrer uma queda grave. E a maioria deles não sabe disso.

Uma queda nunca é “só um tombo”

É fácil minimizar o assunto. Cair parece coisa de distração, “deu azar”. Mas a ciência conta outra história. Uma queda duplica o risco de novas quedas, o medo gerado por ela limita os movimentos, reduz a circulação e o convívio social, e pode levar à depressão. Em casos mais graves, a consequência é uma fratura de fêmur, uma internação e uma cadeia de perdas que raramente tem volta completa.

Só em 2024, as quedas causaram mais de 344 mil internações e 13 mil mortes no Brasil. Além disso, estudos mostram que entre 25% e 63% dos idosos brasileiros caem pelo menos uma vez por ano, índice acima da média global. E 90% relatam medo constante de cair.

O impacto no SUS também é enorme. Hospitalizações por fratura de fêmur figuram entre os procedimentos mais caros da rede pública.

Santos tem um perfil que exige atenção

A Baixada Santista tem uma das populações mais envelhecidas do estado de São Paulo. Segundo dados do IBGE, Santos já ultrapassa a marca de 20% da população com 60 anos ou mais.

Assim, uma cidade com calçadas irregulares, praias com areia fofa, escadas sem corrimão e ruas com desnível constante representa um ambiente de risco real para esse público, especialmente para os mais ativos.

A boa notícia é que a cidade de Santos tem um histórico de investimento em qualidade de vida para a terceira idade, com programas de atividade física na orla, grupos de caminhada e iniciativas de saúde preventiva. Mas a prevenção de quedas ainda pede mais atenção e mais estrutura.

A Trasmontano está nessa história há décadas

Com mais de 93 anos cuidando da saúde da população da Baixada Santista, a Trasmontano Saúde entende que prevenir é sempre melhor do que remediar. E quando o assunto é saúde do idoso, essa lógica é ainda mais urgente.

A operadora oferece planos que garantem acesso a consultas de clínico geral, geriatra e fisioterapeuta, profissionais fundamentais para avaliar o risco de quedas, prescrever exercícios de equilíbrio e acompanhar a saúde óssea. Ter um plano de saúde que cubra esse acompanhamento regular pode ser a diferença entre detectar o risco a tempo ou só perceber depois de uma fratura.

O que é possível fazer agora

A pesquisa da UFSC é clara: perguntas simples salvam vidas. Se você tem um familiar com mais de 60 anos, comece pela conversa. Pergunte se ele ou ela sente medo de cair. Pergunte se sente instabilidade ao andar. Leve essa informação ao médico na próxima consulta.

Além disso, algumas mudanças práticas fazem diferença imediata em casa: retirar tapetes soltos, instalar corrimãos em escadas e banheiros, melhorar a iluminação dos ambientes e usar calçados com sola antiderrapante.

Exercícios de equilíbrio, como yoga, tai chi e pilates, também têm evidência científica sólida na redução do risco de quedas. Muitos parques e centros comunitários de Santos oferecem essas atividades gratuitamente ou a baixo custo.

A cidade precisa fazer a sua parte

O estudo revela ainda uma disparidade regional importante: idosos do Nordeste e do Sudeste apresentam mais risco intermediário do que os do Sul, possivelmente por desigualdades socioeconômicas e acesso à saúde.

Portanto, a questão das quedas não é só médica. É urbana, social e política. Uma cidade que não cuida das suas calçadas, que não instala corrimãos em locais públicos e que não oferece atividade física acessível para a terceira idade está, na prática, aumentando o risco de queda dos seus moradores mais velhos.

Essa matéria é uma publieditorial em parceria com a Trasmontano Saúde.

 

Vitor Fagundes
Texto por

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