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Por que o inverno em Santos afeta tanto a nossa respiração?

Frio, umidade e nariz entupido… Santos via um desafio respiratório nessa época do ano

Tempo de leitura: 4 minutos

Quando as temperaturas caem, mesmo que discretamente, e a umidade característica de Santos continua alta, os consultórios e serviços de saúde registram um aumento nos casos de gripe, resfriado e crises respiratórias. E existe um motivo para isso.

O frio não cria vírus do nada. O que acontece é que ele ajuda a abrir caminho para a circulação dessas doenças. Além disso, as pessoas passam mais tempo em ambientes fechados, dividindo o mesmo ar no ônibus, no escritório, na sala de aula ou naquele encontro de família que parecia inofensivo.

O resultado disso tudo costuma chegar primeiro pelo nariz.

O vilão não mora sozinho

Quando se fala em problemas respiratórios, muita gente pensa apenas no ar seco. Em Santos, porém, a história tem um ingrediente extra.

A alta umidade favorece a proliferação de mofo, fungos e ácaros. Esses pequenos moradores indesejados encontram terreno fértil em paredes úmidas, armários fechados e até naquele cobertor guardado desde o verão.

Para quem convive com rinite, sinusite, asma ou bronquite, a combinação pode ser especialmente desconfortável.

Não por acaso, sintomas como nariz entupido, espirros frequentes, tosse persistente e chiado no peito costumam se intensificar nesta época do ano.

Enquanto isso, os vírus respiratórios aproveitam o cenário.

Dados divulgados pela Agência Brasil apontaram que os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) nas primeiras 24 semanas de 2025 ficaram cerca de 30% acima do registrado no mesmo período do ano anterior.

Além disso, o Ministério da Saúde alerta que as temperaturas mais baixas favorecem a circulação de vírus associados à gripe, covid-19 e outras infecções respiratórias.

Nem todo “gripado” está com gripe

Existe um hábito bastante brasileiro de resumir qualquer espirro à palavra “virose”.

Só que o corpo costuma ser bem mais complexo do que isso.

Um nariz congestionado pode indicar alergia. A tosse persistente pode estar ligada à asma. Já a febre acompanhada de cansaço intenso pode apontar para uma infecção viral.

Em alguns casos, especialmente entre crianças pequenas e idosos, o quadro pode evoluir para doenças mais sérias, como bronquiolite e pneumonia.

O vírus sincicial respiratório (VSR), por exemplo, está entre os principais responsáveis pelo aumento de internações infantis durante os meses mais frios.

Por isso, observar a duração e a intensidade dos sintomas faz toda a diferença.

Pequenas atitudes que ajudam muito

A boa notícia é que alguns cuidados simples podem reduzir bastante os riscos.

Manter a hidratação em dia ajuda as vias respiratórias a funcionarem melhor. A lavagem nasal com soro fisiológico também pode aliviar o desconforto e remover impurezas.

Além disso, vale abrir as janelas sempre que possível, limpar ambientes com frequência e ficar atento a sinais de mofo dentro de casa.

Outra dica importante envolve justamente os itens que passam meses esquecidos.

Antes de usar casacos, mantas e cobertores guardados, é recomendável lavá-los ou arejá-los. Poeira e ácaros adoram esse tipo de esconderijo.

E existe uma medida que continua sendo uma das mais eficazes para evitar complicações: manter a vacinação atualizada.

Quando é hora de procurar ajuda?

Nem todo sintoma respiratório exige preocupação imediata. Porém, alguns sinais merecem atenção.

Febre alta persistente, falta de ar, chiado intenso no peito, piora progressiva da tosse ou dificuldade para dormir e se alimentar são alertas importantes.

Nessas situações, a avaliação médica pode fazer toda a diferença para um diagnóstico correto e um tratamento adequado.

A prevenção continua sendo o melhor caminho. Mas, quando o corpo dá sinais de que algo não vai bem, ignorá-los raramente é uma boa estratégia.

Por isso, contar com acompanhamento médico e acesso facilitado à assistência faz parte dos cuidados com a saúde durante todo o ano. A Trasmontano Saúde reforça a importância da prevenção, da vacinação e da avaliação precoce dos sintomas respiratórios, especialmente nos períodos de maior circulação de vírus.

Afinal, se o inverno santista já insiste em deixar o cabelo sem definição por causa da umidade, pelo menos a respiração não precisa entrar na lista de problemas da estação.

Serviço

Trasmontano Saúde
Atendimento e informações sobre planos de saúde, consultas e serviços acesse aqui
Em caso de sintomas respiratórios persistentes ou agravamento do quadro, procure avaliação médica.

 

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Vitor Fagundes
Texto por

Contato