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Artista transforma sucata em personagens interativos na Praia Grande

Robôs feitos com materiais recicláveis e cheios de personalidade

Tempo de leitura: 4 minutos

Entre pedaços de metal, lembranças da infância e muita imaginação, o artista Edy Prata encontrou um caminho que mistura robótica artesanal, cultura pop e storytelling. Natural de Angra dos Reis e morador de Praia Grande há mais de sete anos, ele transforma sucata em personagens que não apenas impressionam visualmente, mas também contam histórias.

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Esse tipo de iniciativa dialoga diretamente com a Baixada Santista, onde a criatividade e o reaproveitamento ganham cada vez mais espaço. Além disso, mostra como talentos locais podem prosperar usando as redes sociais e materiais acessíveis.

Da infância simples ao mundo da robótica artesanal

Sem televisão e com poucos recursos, Edy Prata encontrou na imaginação a principal forma de entretenimento. Ainda criança, dava vida a arames, latinhas e barro. Dessa forma, começou a construir aviões, tanques e robôs improvisados. Segundo ele, essa criatividade surgiu da própria necessidade.

“Quando eu era criança, eu vinha de uma família muito humilde. Não tinha televisão, não tinha muita coisa para se distrair, então eu acabava criando minhas próprias formas de brincar”, relembra.

A criatividade, que se destacou nas aulas de artes e ciências, evoluiu naturalmente. Com o tempo, ele se tornou soldador profissional e passou a aplicar técnicas industriais em suas criações. Assim, a brincadeira virou profissão.

Hoje, a sucata é matéria-prima para esculturas que chamam atenção pelo detalhe e movimento. Personagens ganham voz, interagem e fazem parte de narrativas próprias. Portanto, não se trata apenas de arte estática, mas de experiências.

Cultura pop, nostalgia e storytelling

A mistura entre robótica e cultura pop é uma das marcas do trabalho. Entre os personagens, aparecem referências conhecidas e criações autorais. Contudo, o grande destaque recente é Hunter, um caçador de animatrônicos que nasceu a partir da interação com seguidores.

“O Hunter fala e responde perguntas, o porteiro faz charadas, e o Puxa Penas anda puxando meu carrinho de pipoca”, conta o artista, ao explicar como suas criações ganham vida.

Essa estratégia narrativa ganhou força especialmente no TikTok, onde vídeos curtos mostram batalhas, diálogos e histórias entre robôs. Como resultado, o crescimento foi rápido, ultrapassando centenas de milhares de seguidores em pouco tempo.

Além disso, o artista também vem expandindo presença no Instagram, onde publica bastidores, novas criações e interações com o público.

 

@edy_prata1

HUNTER ATIVADO: Cabeça Sincronizada ao Núcleo Central — Sistema Óptico NeuroTermal IR-Ω calibrado para Caça no Escuro Absoluto. Noce, sua assinatura térmica já foi rastreada. Hashtags: #Hunter #EdyPrata #Animatrônicos #Citra #CaçadaNoEscuro 🇺🇸 ENGLISH (Estados Unidos) TITLE: HUNTER ONLINE: Cranial Core Fully Synced — IR-Ω NeuroThermal Vision System Calibrated for Absolute Darkness Hunt. Noce, your heat signature has been locked. 🇪🇸 ESPAÑOL (América Latina) TÍTULO: HUNTER ACTIVADO: Cabeza Sincronizada al Núcleo Central — Sistema Óptico NeuroTérmico IR-Ω calibrado para Caza en Oscuridad Absoluta. Noce, tu firma térmica ha sido detectada. 🇷🇺 РУССКИЙ (Rússia) ЗАГОЛОВОК: HUNTER АКТИВИРОВАН: Краниальный модуль синхронизирован с центральным ядром — нейротермальная система IR-Ω откалибрована для охоты в абсолютной темноте. Noce, твоя тепловая сигнатура обнаружена.

♬ som original – Psychological Insight 囧

Quando a sucata vira negócio

Outro diferencial é o uso de materiais recicláveis. Todas as peças são feitas com itens reaproveitados, o que agrega valor sustentável ao trabalho. Dessa maneira, o artista transforma descarte em produto artístico e comercial. Ele reforça que a criatividade começa no olhar.

“Eu olho para um objeto comum e já consigo imaginar ele como parte de um robô — uma perna, um braço, uma estrutura”, explica.

Personagens nostálgicos também ajudam a criar conexão emocional. Assim, a nostalgia vira ferramenta de engajamento e aumenta a percepção de valor.

Essa combinação de arte, sustentabilidade e entretenimento mostra como a economia criativa pode prosperar na região. Pequenos produtores encontram nas redes uma vitrine poderosa, sem depender de grandes estruturas.

Criatividade que inspira a Baixada Santista

Histórias como a de Edy Prata reforçam um ponto importante: talento não depende de grandes recursos. Pelo contrário, muitas vezes nasce da necessidade e da curiosidade.

Além disso, o uso da narrativa nas redes demonstra que contar histórias pode ser tão importante quanto criar produtos. O público não acompanha apenas os robôs, mas também a jornada por trás deles.

No fim das contas, quantas ideias criativas estão escondidas em oficinas, garagens e quintais da Baixada Santista esperando apenas uma chance de ganhar vida? 

Vitor Fagundes
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