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Santos inicia o 1º mapeamento da dengue de 2026

Se você acha que o problema só aparece no verão, é hora de repensar: o monitoramento já está em ação para evitar surpresas nos próximos meses.

Tempo de leitura: 4 minutos

A dengue em Santos acende o alerta logo no começo de 2026. Nesta semana, começou o primeiro mapeamento do ano para identificar focos do mosquito Aedes aegypti nos bairros da cidade.


Foto: Raimundo Rosa

A ação do Centro de Controle de Zoonoses e Vetor (CCZV) vai vistoriar cerca de 600 imóveis até 20 de janeiro. Além disso, a iniciativa toca diretamente na vida dos moradores, afinal, as arboviroses transmitidas pelo mosquito não escolhem idade, bairro ou estação do ano.

Por que mapear o Aedes aegypti agora?

O controle do mosquito transmissor da dengue preocupa não só Santos, mas todo o litoral paulista. Com as mudanças climáticas, aumento de chuvas e grande movimento de turistas, os casos de dengue, zika e chikungunya têm crescido na Baixada Santista.

Segundo o Ministério da Saúde, a região Sudeste registra altas nos números, principalmente em áreas urbanas próximas à orla. Consequentemente, cidades como Santos enfrentam desafios ainda maiores.

Como o mosquito se prolifera na cidade?

O Aedes aegypti aproveita ambientes urbanos para se multiplicar rapidamente. Aliás, basta um recipiente com água parada para virar criadouro. Em cidades turísticas, o problema se agrava: o fluxo intenso de pessoas e a rotatividade de imóveis — como apartamentos de temporada — exigem vigilância constante.

Por isso, o mapeamento que começou agora em 2026 foca em diferentes tipos de locais: residências, condomínios, pontos comerciais, hotéis, escolas e até cemitérios. Todos esses lugares apresentam risco de acúmulo de água.

Gonzaga lidera preocupações no combate à dengue

O mapeamento começou pelo Gonzaga, bairro que apareceu como o mais afetado na última avaliação. Por ser uma área movimentada, cheia de turistas e prédios, o cuidado precisa ser redobrado.

Índice de Breteau

Ao fim do mapeamento, será calculado o Índice de Breteau (IB), que mede a relação entre imóveis inspecionados e presença de larvas do mosquito. O Ministério da Saúde recomenda IB igual ou inferior a 1.

Quando fica entre 1 e 3,9, acende o sinal de alerta. Acima disso, há risco real de surto. Em janeiro de 2025, Santos registrou IB de 3,4 — portanto, já estava em estado de alerta. No ano passado, foram eliminados quase dois mil focos e notificados mais de 4 mil casos, com cinco mortes.

Como funcionam as ações de prevenção

O combate ao mosquito da dengue em Santos inclui visitação rotineira aos imóveis, mutirões semanais e inspeção em locais de maior circulação. Além disso, a cidade monitora 481 armadilhas espalhadas pelos bairros e utiliza drones para fiscalizar áreas de difícil acesso.

Paralelamente, as equipes realizam atividades educativas. Haverá estandes no Orquidário, feiras livres e na rodoviária. Nesses pontos, moradores podem tirar dúvidas sobre prevenção e denunciar possíveis focos.

Como você pode ajudar no controle do Aedes

A colaboração dos moradores faz toda diferença. Pequenas atitudes diárias ajudam a prevenir a proliferação do vetor da dengue:

  • Tampar ralos e caixas d’água
  • Limpar bandejas de geladeira
  • Eliminar água parada em vasos e pneus
  • Receber os agentes para vistoria

Vale lembrar que, no ano passado, quase 3 mil imóveis negaram acesso às equipes. Portanto, abrir a porta para os profissionais é um ato de cidadania e saúde coletiva.

Vacinação continua disponível

Outro ponto importante: Santos segue vacinando crianças e jovens entre 10 e 14 anos com as duas doses necessárias contra a dengue. O intervalo entre as doses é de três meses. Dessa maneira, a cidade trabalha na prevenção por meio da imunização e do controle ambiental.

Serviço: onde buscar informações

Mapeamento: até 20 de janeiro nos bairros de Santos

Ações educativas:

  • Terça (6/01), 9h: Orquidário municipal (Praça Washington s/n°, José Menino)
  • Quarta (7/01), 9h: Feira Livre Rua Rio Grande do Sul, José Menino
  • Quinta (8/01), 9h: Estande Novo Quebra-Mar (Av. Pres. Wilson s/n°)
  • Sexta (9/01), 9h: Rodoviária de Santos (Praça dos Andradas, 45)

Vacinação: policlínicas do município, para crianças e jovens de 10 a 14 anos

Denúncias: Ouvidoria Municipal pelo 162 ou site www.santos.sp.gov.br/ouvidoria

Vigilância o ano inteiro contra a dengue

O primeiro mapeamento de 2026 comprova que Santos mantém vigilância constante. Afinal, o mosquito não tira férias e o monitoramento precisa ser contínuo. Consequentemente, a rotina inclui vistorias, mutirões e muita orientação.

Cada morador tem papel fundamental nessa batalha. Ficar atento à água parada e colaborar com os agentes pode evitar surtos na próxima temporada. Portanto, saúde e prevenção andam juntas na luta contra a dengue na Baixada Santista.

 

Vitor Fagundes
Texto por

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