Santos inicia o 1º mapeamento da dengue de 2026
Se você acha que o problema só aparece no verão, é hora de repensar: o monitoramento já está em ação para evitar surpresas nos próximos meses.
A dengue em Santos acende o alerta logo no começo de 2026. Nesta semana, começou o primeiro mapeamento do ano para identificar focos do mosquito Aedes aegypti nos bairros da cidade.

Foto: Raimundo Rosa
A ação do Centro de Controle de Zoonoses e Vetor (CCZV) vai vistoriar cerca de 600 imóveis até 20 de janeiro. Além disso, a iniciativa toca diretamente na vida dos moradores, afinal, as arboviroses transmitidas pelo mosquito não escolhem idade, bairro ou estação do ano.
Por que mapear o Aedes aegypti agora?
O controle do mosquito transmissor da dengue preocupa não só Santos, mas todo o litoral paulista. Com as mudanças climáticas, aumento de chuvas e grande movimento de turistas, os casos de dengue, zika e chikungunya têm crescido na Baixada Santista.
Segundo o Ministério da Saúde, a região Sudeste registra altas nos números, principalmente em áreas urbanas próximas à orla. Consequentemente, cidades como Santos enfrentam desafios ainda maiores.
Como o mosquito se prolifera na cidade?
O Aedes aegypti aproveita ambientes urbanos para se multiplicar rapidamente. Aliás, basta um recipiente com água parada para virar criadouro. Em cidades turísticas, o problema se agrava: o fluxo intenso de pessoas e a rotatividade de imóveis — como apartamentos de temporada — exigem vigilância constante.
Por isso, o mapeamento que começou agora em 2026 foca em diferentes tipos de locais: residências, condomínios, pontos comerciais, hotéis, escolas e até cemitérios. Todos esses lugares apresentam risco de acúmulo de água.
Gonzaga lidera preocupações no combate à dengue
O mapeamento começou pelo Gonzaga, bairro que apareceu como o mais afetado na última avaliação. Por ser uma área movimentada, cheia de turistas e prédios, o cuidado precisa ser redobrado.
Índice de Breteau
Ao fim do mapeamento, será calculado o Índice de Breteau (IB), que mede a relação entre imóveis inspecionados e presença de larvas do mosquito. O Ministério da Saúde recomenda IB igual ou inferior a 1.
Quando fica entre 1 e 3,9, acende o sinal de alerta. Acima disso, há risco real de surto. Em janeiro de 2025, Santos registrou IB de 3,4 — portanto, já estava em estado de alerta. No ano passado, foram eliminados quase dois mil focos e notificados mais de 4 mil casos, com cinco mortes.
Como funcionam as ações de prevenção
O combate ao mosquito da dengue em Santos inclui visitação rotineira aos imóveis, mutirões semanais e inspeção em locais de maior circulação. Além disso, a cidade monitora 481 armadilhas espalhadas pelos bairros e utiliza drones para fiscalizar áreas de difícil acesso.
Paralelamente, as equipes realizam atividades educativas. Haverá estandes no Orquidário, feiras livres e na rodoviária. Nesses pontos, moradores podem tirar dúvidas sobre prevenção e denunciar possíveis focos.
Como você pode ajudar no controle do Aedes
A colaboração dos moradores faz toda diferença. Pequenas atitudes diárias ajudam a prevenir a proliferação do vetor da dengue:
- Tampar ralos e caixas d’água
- Limpar bandejas de geladeira
- Eliminar água parada em vasos e pneus
- Receber os agentes para vistoria
Vale lembrar que, no ano passado, quase 3 mil imóveis negaram acesso às equipes. Portanto, abrir a porta para os profissionais é um ato de cidadania e saúde coletiva.
Vacinação continua disponível
Outro ponto importante: Santos segue vacinando crianças e jovens entre 10 e 14 anos com as duas doses necessárias contra a dengue. O intervalo entre as doses é de três meses. Dessa maneira, a cidade trabalha na prevenção por meio da imunização e do controle ambiental.
Serviço: onde buscar informações
Mapeamento: até 20 de janeiro nos bairros de Santos
Ações educativas:
- Terça (6/01), 9h: Orquidário municipal (Praça Washington s/n°, José Menino)
- Quarta (7/01), 9h: Feira Livre Rua Rio Grande do Sul, José Menino
- Quinta (8/01), 9h: Estande Novo Quebra-Mar (Av. Pres. Wilson s/n°)
- Sexta (9/01), 9h: Rodoviária de Santos (Praça dos Andradas, 45)
Vacinação: policlínicas do município, para crianças e jovens de 10 a 14 anos
Denúncias: Ouvidoria Municipal pelo 162 ou site www.santos.sp.gov.br/ouvidoria
Vigilância o ano inteiro contra a dengue
O primeiro mapeamento de 2026 comprova que Santos mantém vigilância constante. Afinal, o mosquito não tira férias e o monitoramento precisa ser contínuo. Consequentemente, a rotina inclui vistorias, mutirões e muita orientação.
Cada morador tem papel fundamental nessa batalha. Ficar atento à água parada e colaborar com os agentes pode evitar surtos na próxima temporada. Portanto, saúde e prevenção andam juntas na luta contra a dengue na Baixada Santista.