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Oscar 2026: onde assistir em Santos e comemorar como Copa do Mundo

Porque esse ano não é qualquer ano. Esse ano o Brasil está no páreo de verdade.

Tempo de leitura: 8 minutos

Gente, respira fundo. Coloca a mão no coração. Sente aquele frio na barriga misturado com esperança e um pitadinho de ansiedade coletiva nacional.

O Brasil está indicado ao Oscar em cinco categorias.

www.juicysantos.com.br - Oscar 2026 onde assistir em Santos e comemorar como Copa do MundoFoto criada com IA

O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, chegou igual aquele convidado que aparece na festa e de repente todo mundo só quer falar com ele: Melhor Filme, Melhor Ator (Wagner Moura), Melhor Filme Internacional e Melhor Direção de Elenco. Recorde histórico para o cinema brasileiro. Empatando com Cidade de Deus, que tinha feito o mesmo em 2003.

E ainda tem Adolpho Veloso, brasileiro indicado a Melhor Fotografia pelo filme Sonhos de Trem, que prometeu lançar um “vai Corinthians” caso ganhe.

O nosso soft power

E sabe o que torna tudo isso ainda mais especial? O Brasil não está chegando aqui como estreante nervoso. Está chegando como quem ganhou na última vez. Em 2025, Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, levou o Oscar de Melhor Filme Internacional, com Fernanda Torres entregando uma das atuações mais devastadoras que o cinema viu em anos.

Foi o primeiro Oscar da história do Brasil (O beijo da mulher aranha não conta). E agora, um ano depois, a gente está de volta pedindo mais. O soft power brasileiro está, discretamente e com muito talento, começando a dominar o mundo. Hollywood que se cuide.

Os concorrentes

Sim, tem outros filmes concorrendo. A Academia, em sua sabedoria infinita, decidiu indicar produções de outros países também. Vamos falar delas rapidinho, por educação.

  • Pecadores, de Ryan Coogler, chegou com 16 indicações, quebrando o recorde histórico da premiação. É um thriller de terror ambientado no Mississippi dos anos 1930 com Michael B. Jordan no papel principal, forte carga racial e cultural, e uma ficha técnica impressionante. A crítica americana está apaixonada. Lindo. Próximo.
  • Uma Batalha Após a Outra, de Paul Thomas Anderson, tem Leonardo DiCaprio e é apontado por muitos especialistas como o grande favorito para Melhor Filme. É o tipo de projeto que a Academia adora: diretor consagrado, ator consagrado, tema sério, duração de três horas. Muito bem. Continuando.
  • Frankenstein, de Guillermo del Toro, concorre com 9 indicações. Del Toro fazendo del Toro, criaturas fantásticas, estética de dar inveja. Adoramos (o diretor é latino). Mas não é brasileiro.
  • Marty Supreme traz Timothée Chalamet na terceira indicação aos 30 anos, o que é um feito notável para qualquer pessoa que não seja Wagner Moura, que está concorrendo a Melhor Ator com a mesma tranquilidade de quem interpretou Pablo Escobar, foi vocalista do Legião Urbana e ainda tem energia sobrando (a maior metalinguagem que poderia acontecer com esse filme é ele perder tudo).
www.juicysantos.com.br - wagner mouraFoto: Reprodução
  • Valor Sentimental, da Noruega, é o maior rival do Brasil na categoria de Melhor Filme Internacional. É de Joachim Trier, o mesmo de A Pior Pessoa do Mundo. O filme pode ser incrível, mas estaremos torcendo contra.

Completam a lista de Melhor Filme: Hamnet, Bugonia, F1 e Sonhos de Trem, que além de concorrer na categoria principal ainda nos dá Adolpho Veloso na fotografia, provando que o Brasil não veio brincar.

Dito isso, vamos ao que interessa.

O Agente Secreto: uma história de ditadura, resistência e esperança (nossa)

O filme de Kleber Mendonça Filho se passa no Recife de 1977, nos anos de muita pirraça da Ditadura Militar. Wagner Moura interpreta Marcelo (ou Armando), um professor universitário que foge para o Nordeste tentando escapar da repressão, e descobre que ela chega antes dele. É um filme sobre medo, silêncio, resistência e principalmente memória.

A crítica internacional tem chamado a atuação de Moura de “vulcânica e contida”, o que é a melhor combinação de adjetivos possível para uma performance de Oscar. Ele concorre com Timothée Chalamet, Leonardo DiCaprio, Michael B. Jordan e Ethan Hawke. Uma fila difícil. Mas não impossível.

Vale lembrar que o Brasil já sabe o que é vencer. No ano passado, Walter Salles e Fernanda Torres foram a Los Angeles e voltaram com a estatueta. Quem disse que não dá bis?

E você, santista orgulhoso, cidadão da mesma cidade que produziu Pelé, o cafezinho mais famoso do mundo e opiniões fortes sobre rodízio de pizza, não vai assistir a isso sozinho no sofá com cara de paisagem.

Santos está preparada para a noite. Confere os lugares:

Onde assistir ao Oscar 2026

Cine Roxy

Falar do Roxy é falar de 92 anos de história. O cinema vai comemorar o aniversário oficial justo no dia do Oscar. Se isso não é destino, não sabemos o que é.

Este ano a festa é na Sala 5, e a entrada é generosa com o próximo: 1 kg de alimento não perecível e cadastro no Roxy Club pelo site. Durante os intervalos, você conta com comentários de críticos e jornalistas para te ajudar a entender por que Wagner Moura deveria levar a estatueta, o que já é consenso entre todos os brasileiros com bom gosto. André Azenha, Waldemar Lopes, Gustavo Klein e Bárbara Farias comandam a análise ao vivo.

Tem sorteio de brindes, chocolates, ingressos, vouchers de jantar e a chance de torcer pelo Brasil num cinema que viu nove décadas da sétima arte.

Endereço: Avenida Ana Costa, 443 – Gonzaga

Save Point

O maior complexo geek da Baixada Santista virou também o QG da torcida brasileira do Oscar. No ano passado foram quase 400 pessoas assistindo ao Oscar como se fosse decisão de Copa do Mundo.

Esse ano prometem superar.

Tem drink especial chamado “O Agente Secreto” , shot cortesia para quem vier de gala, bolão valendo R$ 100 em consumação e transmissão integral no telão com aquela energia que só o brasileiro têm.

Se Wagner Moura ganhar, a gente não responde pelo nível do barulho nessa casa. Aviso feito.

Reservas limitadas pelo WhatsApp (13) 3513-5909.

Endereço: Avenida Dr. Epitácio Pessoa, 117 – Boqueirão.

Mucha Breja

O Mucha Breja vai transmitir as imagens do Oscar no telão enquanto rola música ao vivo. É aquela experiência de assistir à cerimônia mais importante do cinema mundial com uma trilha sonora ao vivo ao fundo, o que é bem mais interessante do que o silêncio constrangedor de quando o seu candidato não ganha.

São mais de 200 rótulos de cerveja nacional e importada e 9 opções de chopp para te ajudar a processar as emoções da noite, sejam elas de alegria (Brasil ganhou!) ou de luto elaborado (Brasil não ganhou, mas a gente volta ano que vem com mais cinco indicações).

Endereço: Avenida Rei Alberto I, 161 – Ponta da Praia.

Bar de Todos os Santos

O nome já diz tudo: é de todos. E especialmente de quem quer gritar “vai Brasil” em público sem julgamento nenhum.

O Bar de Todos os Santos preparou uma programação que é pura gentileza com o espectador ansioso: tapete vermelho para você chegar se sentindo estrela, pipoca cortesia, bolão valendo prêmios e o melhor de tudo, brindes especiais nas categorias brasileiras. Ou seja: quando Wagner Moura ganhar, você ganha junto.

É na Via Gastronômica. É aberto todo santo dia. E no domingo, 15, vai ser o caos mais bonito de Santos.

Endereço: Rua Tolentino Filgueiras, 45 – Gonzaga.

Ativa House

O local que não é bar, nem balada, vai contar com apresentações da banda Skasu e do artista K Fe. Mas enquanto rola o show, as duas TVs da casa estarão ligadas acompanhando a cerimônia do Oscar. 

Endereço: Rua Almeida de Moraes, 41 – Vila Matias

Em casa: a opção para quem chora feio e não quer testemunhas

Tudo bem, a gente entende. Às vezes o Oscar é uma experiência íntima. Você, sua manta, sua pizza (peça antes, porque na hora que anunciarem os indicados você vai esquecer que tem fome), e o Brasil na telinha.

A transmissão começa às 20h no horário de Brasília e você pode assistir pela TNT, HBO Max, Globoplay ou TV Globo.

Uma última coisa

Seja onde você for assistir, no Roxy centenário, no caos geek do Save Point, no chopp do Mucha Breja, na pipoca do Todos os Santos ou no sofá da sua casa, lembra de uma coisa:

O Brasil chegou até aqui porque fez um cinema honesto, corajoso e verdadeiro. Kleber Mendonça Filho filmou ditadura, silêncio e resistência. Wagner Moura entregou uma atuação que parou a crítica internacional. Adolpho Veloso fotografou um filme de um jeito que o mundo prestou atenção. Walter Salles e Fernanda Torres já mostraram no ano passado que o Brasil vai lá e vence. E o cinema brasileiro, mais uma vez, provou que não precisa de Hollywood para contar histórias que importam.

www.juicysantos.com.br - Fernanda TorresFoto: Reprodução

Dois anos seguidos no topo? A gente está tentando. Com muito talento, muito suor e uma torcida que faz barulho como nenhum outro país sabe fazer. Se der tudo errado, a gente xinga muito no Twitter.

Que Tânia Maria nos abençoe e vai, Brasil!

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