30/09/2016 Por Luiz Fernando Almeida LGBTTQ+

Manifesto dos Quadrinhos: um tapa na cara da sociedade

Estava eu, pesquisando pauta pra coluna da semana, quando caí na pagina Manifesto dos Quadrinhos,  lançada ano passado pelo ilustrador Wes Nunes.

Ele cria ótimos quadrinhos para contar histórias sobre as situações de LGBTfobia e opressões em geral.

Neles, o artista aborda questões importantíssimas, como violência familiar, preconceito velado, identidade de gênero e suicídio, entre outros temas.

maniNunes, que foi espancado diversas vezes por alunos na escola com apenas 13 anos, chegou a ser esfaqueado por ser considerado feminino e educado demais.

Ele utiliza os quadrinhos como um recurso para falar disso, como uma forma de terapia e denúncia.  São quadrinhos fortes, mas com declarações objetivas e que tocam.

Para refletir e militar, o Manifesto em Quadrinhos nos motiva a lutar contra injustiças diárias.

Nunca aquela expressão “Entendeu ou quer que eu desenhe?” fez tanto sentido.

Ótimo pra compartilhar com aquele seu migo reaça, que finge não ser homofóbico, e diz que gay tem que se ferrar.

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Bi e maravilhosa

Vale mencionar que, nesta semana que passou, uma das notícias que mais bombaram no universo pop foi a revelação de que a Mulher Maravilha é queer/bissexual em uma entrevista do atual responsável pelos roteiros da heroína dos quadrinhos.

Dani Marino, santista, feminista, pesquisadora acadêmica em HQs e colaboradora dos sites Quadro a Quadro e Iluminerds, deu sua opinião sobre o babado:

Resumindo: é importante que uma personagem desse alcance se afirme queer/bissexual, porque grande parte das pessoas que se identificam dessa forma raramente são representadas de forma positiva.

Muitos homens estão revoltados ou se limitam a fetichizar a relação entre duas mulheres, ignorando mais uma vez a importância dos fatos. Isso não é uma surpresa, já que a vida toda sempre tiveram uma produção pautada em atender seus interesses, portanto, quando algo não é direcionado a eles, não conseguem evitar de mostrar resistência ou então sexualizar o que quer que seja, afinal, mulheres só são legais se servem como objetos de satisfação de seus desejos. Do contrário, somos umas chatas, mal-amadas, agressivas, feminazi. Nada de novo sob o sol. Pra que refletir sobre a importância da coisa toda se eu posso simplesmente aproveitar o anúncio pra fantasiar com duas mulheres? (Embora as estatísticas mostrem que não dão conta nem de uma)

www.juicysantos.com.br - mulher maravilha é bi

Leia também: A sexualidade da Mulher Maravilha é completamente diferente da nossa

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