OVNIs no Brasil e a história do santista que diz ter sido abduzido
Antes de você rir, saiba que o caso do professor João de Freitas Guimarães está arquivado no Arquivo Nacional e até hoje intriga pesquisadores do mundo inteiro
Os OVNIs (Objetos Voadores Não Identificados) andam especialmente animados nos últimos dias e resolveram dar uma passadinha pelo Brasil. Talvez tenham vindo aproveitar as festas juninas. Afinal, encarar uma praia nesse frio não parece deve ser o programa favorito de uma civilização avançada.
Foto gerada com IA
Nessa semana, o influencer Mayk Leão estava num domingo comum na chácara, em Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba, quando filmou algo que não consegue explicar: um disco luminoso pairando sobre a serra, sons de estalo e rugido saindo de lugar nenhum. Publicou nos stories, foi para a cama e acordou famoso pelo motivo mais improvável possível.
O vídeo viralizou. E aí vieram as teorias.
A mais engenhosa delas aponta para “Dia D”, novo filme de Steven Spielberg com estreia marcada para 12 de junho. Os sons captados por Mayk são parecidos demais com os do trailer. Coincidência, campanha de marketing milionária ou visita de verdade? Por enquanto, ninguém sabe.
O que se sabe é que Santos tem história com “contatos imediatos do terceiro grau”. Em 1956, um advogado respeitado desta cidade saiu para caminhar na praia depois do jantar e voltou com um relato que a Aeronáutica levou a sério, que o Arquivo Nacional guardou, e que pesquisadores de ufologia estudam até hoje.
Ele diz que entrou no disco. E que eles combinaram de voltar.
A noite da abdução
Era 16 de junho de 1956. João de Freitas Guimarães, advogado e professor da Faculdade Católica de Direito de Santos, tinha ido a São Sebastião resolver uns processos no fórum local. Chegou tarde, o expediente havia encerrado. Resolveu passar a noite na cidade e, após o jantar, foi caminhar pela praia para a digestão de praxe.
Por volta das 19h10, o que parecia ser uma baleia emergindo do mar revelou ser outra coisa. Um aparelho arredondado saiu das águas e pousou na areia. Dois homens saíram de dentro: altos, louros, olhos claros, vestindo macacões verdes. Pareciam humanos, mas perfeitos demais, talvez.
Guimarães tentou conversar. Em português, francês, inglês, italiano, e nada. Os visitantes não falavam, mas de alguma forma, ele sentiu que estava sendo convidado a entrar. Telepatia, ele explicou depois, era óbvio.
Dentro do disco
Dentro da nave, o advogado notou água escorrendo pelas janelas e ele perguntou se estava chovendo. “Não”, responderam telepáticamente. Era a rotação das peças do engenho. Os tripulantes foram explicando o funcionamento da nave: gravidade, direção, propulsão. Uma aula técnica sem uma única palavra dita em voz alta.

Foto: Reprodução/Arquivo Nacional
Em determinado momento, a nave sacudiu com força. Percebendo o susto do convidado, as criaturas explicaram que haviam deixado a atmosfera da Terra (ou seja, o primeiro humano no espaço foi santista). Guimarães olhou pela nave e viu zonas intensamente escuras, estrelas brilhando com uma intensidade que não existe daqui de baixo, e uma camada violeta fulgurante que marcou o limite entre o que ele conhecia e o que nunca imaginou ver.
Ele perguntou várias vezes de onde eles eram, mas não foi respondido.
Ao voltarem, seu relógio estava parado. Ele estimou entre 30 e 40 minutos de viagem. Antes de desembarcar, combinaram um novo encontro para 12 de agosto de 1957, mesmo local, mesma hora. A data foi comunicada por meio de 12 constelações dispostas em formato de zodíaco.
O encontro que não aconteceu
Guimarães não foi ao segundo encontro. O caso havia vazado, curiosos e ufólogos organizaram caravanas para assistir ao reencontro. A imprensa chamou de “Golpe do Ano” e pasmem, a Aeronáutica enviou esquadrões de caças a jato para a região na data marcada.
Ainda assim, houve testemunhos públicos, em entrevistas na TV Tupi de São Paulo, de que na data combinada um disco voador apareceu por na Ilhabela, passou por São Sebastião e seguiu em direção à praia de Barequeçaba.

Foto: Memória Santista
Guimarães foi convocado a depor pela Aeronáutica. Ficou sabendo, meses depois, que nos arquivos da Força Aérea Brasileira existiam fotos e dados que comprovavam sua experiência.
Um santista no Arquivo Nacional
João de Freitas Guimarães faleceu aos 87 anos em Santos, onde viveu com a família por boa parte da vida. Falava dez idiomas, entre eles latim, russo, grego e esperanto. Foi juiz presidente de Junta de Conciliação e Julgamento da Justiça Trabalhista de Santos. .
O encontro interplanetário não foi o único do Brasil, já tivemos o ET de Varginha e a Noite dos OVNIs de 1986 (o Et Bilu também). Até hoje, todos são referência nas rodas de ufólogos do mundo inteiro.
O relato completo está documentado no acervo de OVNIs do Arquivo Nacional, vinculado ao Ministério da Justiça.
Com o caso Mayk Leão reacendendo o debate sobre OVNIs no país, a pergunta fica no ar: se eles já visitaram as praias do litoral paulista uma vez, o que impede uma segunda passagem?
Afinal, combinaram de voltar. Ainda bem que não escolheram nos visitar durante as vigílias nos quartéis.