Luiz Gomes Otero
Texto porLuiz Gomes Otero

The Killers se mantém no rock alternativo

The Killers segue na linha do rock alternativo em seu último lançamento em estúdio, o CD Wonderful Wonderful.

O álbum foi bem recebido pela crítica e pelo público, estreando entre os mais vendidos nos Estados Unidos, no Reino Unido, na Austrália e no Canadá, entre outros países.

O quarteto de Las Vegas, inclusive, vem mostrar as novas músicas em março, no Lollapalooza Brasil.

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O vocalista Brandon Flowers e os demais integrantes não lançavam material inédito desde 2012, ano do álbum Battle Born.

Nesse novo disco, a banda procurou retratar cenas do seu cotidiano. As letras giram em torno do tema sobre o homem e sua missão como arrimo de família, por exemplo. Já a canção Hut foi escrita em homenagem à esposa do vocalista, que sofre de transtorno de estresse pós-traumático e faz tratamento.

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A canção Tyson Vs Douglas relembra a histórica luta entre os boxeadores Mike Tyson e James Buster Douglas, em 1990, que culminou com a surpreendente derrota do então campeão dos pesos-pesados (Tyson).

O guitarrista Mark Knopfler, fundador do Dire Straits, participa tocando guitarra na faixa Have All The Songs Been Written.

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Um dos nomes mais conhecidos do rock nos anos 2000 – e que conseguiu fazer muito bem a transição do indie para o mainstream -, The Killers continua na missão de fazer pop com influências alternativas. É um som fácil de se curtir porque mescla elementos que observamos e ouvimos nos anos 80 e 90.

Gostei muito da faixa escolhida para ser o single – The Man, assim como Out Of My Mind, ambas com bom trabalho de Flowers no vocal. A faixa Money On Straight se aproxima um pouco dos atuais hits radiofônicos, mas sem perder a essência indie rock.

No final das contas, Wonderful Wonderful oferece aquilo que se espera: um som de rock alternativo com alto padrão de qualidade. Vale a pena conferir esse trabalho.