Quem é Kim Kardashian e por que a família dela é famosa?

Nathalia Ilovatte

10 de novembro de 2011

Nathalia Ilovatte

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Kim Kardashian faz propaganda de jeans e acaba de sair de um casamento de apenas 72 dias. Khloe Kardashian cobra R$ 13 mil por um tweet. As irmãs K estão em programas de TV, sites de notícias e blogs de moda. Mas afinal, quem é essa gente Kardashian e o que elas fazem para merecerem a fama?

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Até outro dia eu fazia parte da esmagadora parcela entre os sete bilhões que compõem a população mundial que não tem a mais vaga noção de quem são as pessoas da família Kardashian.

Ok, eles estão em todos os sites de fofocas de celebs, blogs de moda e nos canais americanos, mas quem é essa gente na noite? Elas cantam? Elas desfilam? A Kim Kardashian é um alterego da Nicole Scherzinger ou ao contrário?

Estava feliz com a minha ignorância até o dia em que, por algum motivo aleatório, parei na E! e sucumbi aos episódios do reality show “Keeping Up With the Kardashians”, que mostra os babados da vida de Kim, Khloe e Kourtney Kardashian, da mãe Kris Jenner, das irmãs mais novas, do padrasto, dos respectivos maridos e namorados e, enfim, da renca toda. E aí os posts dos blogs de moda das celebridades fizeram mais sentido.

A história dessa família linda

O sobrenome Kardashian ganhou projeção em 1994, quando o advogado Robert Kardashian, ex-marido de Kris e pai de Kim, Khloe, Kourtney e Rob defendeu o jogador de basquete O.J. Simpson das acusações de assassinato. O.J. e Robert eram amigos e o jogador ficou na casa do advogado depois da morte da ex-mulher Nicole Simpson e do amigo Ron Goldman, das quais O.J. foi acusado – e absolvido, embora tenha confessado os crimes no livro “If I Did It”.

Na época, Kris e Robert já estavam divorciados. Os dois se casaram em 1978. Kristen era aeromoça quando se conheceram, e o relacionamento acabou em 1989. O motivo, de acordo com Kris, foi a traição dela. “Eu desperdicei tudo por uma paixonite que acabou comigo. Eu perdi meu marido, minha casa, meus amigos e quase perdi a cabeça”, comentou na biografia “All Things Kardashian”.

Em 1991, Kris casou com o atleta Bruce Jenner, e teve as filhas caçulas Kylie e Kendall. E, em 2003, Robert Kardashian morreu de câncer no esôfago, apenas oito semanas após o diagnóstico da doença.

Por que a gente se importa?

Kris Jenner sempre teve cabeça de empreendedora e pouco pudor. Expor a vida pessoal nunca foi um problema para ela e nem para os demais membros da família K, que permaneceu entre os colunáveis americanos graças à amizade com socialites como Paris Hilton, à sex tape de Kim com o cantor de R&B Ray J. e ao reality show “Keeping Up With the Kardashians”, que estreou na E! em 2007.

Entre problemas com álcool, incontinência urinária, gravidez indesejada, barracos e muita falta de noção de toda a família, o show cresceu e está no ar até hoje. As irmãs K e a mãe aproveitaram a atenção da mídia e do público e lançaram marcas de roupa, perfumes e linhas de jóias, além de conseguirem trabalhos atuando e posando para propagandas.

Adaptando à realidade brasileira, as Kardashian são uma mistura de socialites com Big Brothers, e ganham dinheiro e atenção vivendo a vida delas da maneira mais atraente possível e expondo tudo. Tipo, tudo mesmo. Dos problemas ginecológicos da Sra. Jenner ao o raio X da bunda de Kim, feito para provar que a moça não tem silicone no traseiro.

Então, pelo mesmo motivo que aqui no Brasil os bandage dresses que mal cobrem as grandes coxas da Sabrina Sato merecem post em alguns blogs de moda, lá nos Estados Unidos são as irmãs Kardashian que inspiram muitas das mocinhas adeptas da sandália abotinada com vestido justinho. E é por isso que tudo o que elas vestem é notícia, bem como o fim do casamento de 72 dias de Kim, o que ela vai fazer com os presentes, quanto ela ganhou para fazer a festa e se o casamento foi arranjado só para apimentar o reality show.

Sobre o “Keeping Up With the Kardashians”

O programa pode ser todo forjado e de reality não ter nada, mas eu tenho que confessar, é tão ruim que achei bom. A noção e o senso do ridículo passam tão longe da família que o programa fica engraçado, e até meu namorado começou a assistir resmungando que “mimimi, isso é uma porcaria, mimimi, esse programa é chato” e cinco minutos depois ele estava prestando a maior atenção, perguntando os por quês de cada acontecimento e rindo bem alto. Sabe quando você chega do trabalho um trapo e só quer guardar o cérebro num potinho e se distrair? Pois bem, serve para esses momentos.