Victória Silva
Texto porVictória Silva
Jornalista, 23 anos - Santos

Santos ganha título de Cidade Criativa da UNESCO

A gente sempre ouve santista reclamar que não tem nada para fazer por aqui.

Confesso que se a reclamação é numa quinta-feira – dia que dedico a manhã à agenda do fim de semana – tenho vontade de dar uma voadora. Mas apenas respiro e conto o que vai rolar de melhor.

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Enquanto muitos moradores não reconhecem a programação da cidade, a Unesco o fez.

Santos entrou para a Rede de Cidades Criativas.

São 46 cidades de 33 países diferentes, sendo três brasileiras: Belém (gastronomia), Salvador (música) e Santos (cinema).

O reconhecimento é frutos dos diversos festivais que incentivam a produção de audiovisual por aqui.

“Temos aqui uma grande produção cinematográfica, cursos de formação em Cinema, festivais como o Curta Santos, o trabalho social desenvolvido pelo Instituto Querô, a Santos Film Comission e um amplo histórico de exibições de filmes, com três salas públicas e 22 particulares, além de sessões em espaços alternativos como as tendas de verão da orla, a Concha Acústica e a Cinemateca. E em breve ainda teremos mais três salas públicas de cinema, uma na Vila Nova, no Cine Escola, gerido pelo Instituto Querô, e outras duas nos morros, nos Centros Culturais da Vila Progresso e Penha”, explica Raquel Pellegrini, coordenadora de Cinemas da Secretaria de Cultura.

A Rede de Cidades Criativas foi lançada em 2004 e hoje, em 2015, conta com 116 membros. O objetivo principal é promover a cooperação internacional entre os locais que investem na criatividade, por meio do desenvolvimento urbano sustentável, inclusão social e efervescência cultural.

Melhor cidade para se viver

Além do âmbito cultural, Santos também foi nomeada (novamente) como a melhor cidade brasileira para se viver.

O levantamento, feito pela Delta Economics & Finance, leva em consideração as 100 maiores cidades do país e analisa 77 atributos em 10 dimensões. A cidade melhorou em dois pontos – saúde e educação – em comparação à análise de 2014.

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É claro que nós sabemos que ainda tem muito a ser feito. Mas ficamos felizes , quem sabe assim as coisas funcionam melhor, né?