Clique aqui e confira também nosso tema da semana

Ciclovia de Praia Grande: entenda o que mudou (antes de levar multa)

Afinal, ciclovia não é terra sem lei - e nem espaço para qualquer coisa com rodas.

Tempo de leitura: 4 minutos

Santos tem uma tradicional vocação de “cidade amiga da bicicleta”. Mas é preciso reconhecer: a vizinha Praia Grande detém o título de maior ciclovia à beira-mar do Brasil. São 22,5 quilômetros conectando praias, gente pedalando, patinete elétrico ziguezagueando e, claro, aquela confusão sobre quem pode ou não usar a faixa exclusiva. Essa movimentação só mostra o quanto a ciclovia de Praia Grande é importante para o litoral paulista.

Foto: Divulgação/Prefeitura de Praia Grande

A discussão não é só curiosidade: entender essas regras pode evitar desde um susto no trânsito até uma multa salgada que estraga o passeio. Com a popularização de veículos elétricos e alternativos, a Secretaria de Trânsito (Setran) de Praia Grande reforçou as normas do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) para organizar o fluxo e garantir segurança na famosa ciclovia de Praia Grande.

O que pode (e o que não pode) circular na ciclovia

Ciclomotores estão fora. Aquelas cinquentinhas motorizadas, populares para entregas e deslocamentos rápidos, não podem trafegar por calçadas, ciclovias ou ciclofaixas. Eles devem ir pela faixa da direita das vias convencionais, e o condutor precisa ter no mínimo 18 anos, além de CNH categoria A ou Autorização para Conduzir Ciclomotor (ACC). É uma regra nacional, mas que muita gente ainda ignora — até levar a multa.

Bicicletas elétricas, patinetes e monociclos estão liberados, mas com condições. Esses equipamentos devem circular exclusivamente por ciclovias e ciclofaixas. Quando esses espaços não existirem, vale usar o lado direito da via — jamais a calçada. A idade mínima é 14 anos para bikes elétricas e 16 anos para equipamentos autopropelidos como patinetes motorizados. Importante destacar que essas regras também se aplicam à ciclovia de Praia Grande na organização do tráfego.

E a velocidade? Aqui mora um detalhe importante: esses veículos alternativos devem trafegar a no máximo metade do limite permitido na via. Rua com limite de 40 km/h? Você anda a 20 km/h, no máximo. Em vias com velocidade superior a 40 km/h e sem ciclovia ou ciclofaixa, o uso é proibido. É uma medida de segurança que faz sentido — ninguém quer disputar espaço com carros a 60 km/h em cima de duas rodinhas, ainda mais fora de infraestrutura como a ciclovia de Praia Grande.

As multas existem (e não são baratas)

Desrespeitar as regras pode resultar em multa, retenção, apreensão e remoção do equipamento. Para retirar o veículo apreendido, é necessário comprovar a propriedade, quitar a multa e pagar taxas de permanência que variam de R$ 22,20 a R$ 44,41 por dia, além da taxa de remoção, que pode ir de R$ 76,09 a R$ 155,44. Ou seja: a “economia” de andar fora da lei pode sair mais cara do que imaginava, inclusive para quem circula na ciclovia de Praia Grande sem seguir as normas.

Regras de ouro para quem pedala

A Setran de Praia Grande reforça normas de conduta que valem para ciclistas em geral — e que deveriam ser óbvias, mas nunca é demais repetir: lembre-se que seguir as regras na ciclovia de Praia Grande é indispensável para todos.

Obedeça a sinalização. Semáforo vermelho é vermelho para bicicleta também. Não existe “jeitinho” nesse caso.

Pedale à direita. Sempre junto ao meio-fio, no mesmo sentido dos carros e em fila única. Bloquear a via ou andar na contramão é infração grave.

Use a ciclovia quando ela existir. Se a infraestrutura está ali, é para ser usada. Circular pela via quando há ciclovia disponível é proibido. Aproveite o que a Ciclovia de Praia Grande tem a oferecer para o lazer e o deslocamento seguro.

Calçada não é lugar de bicicleta em movimento. Se precisar usar a calçada, empurre a bike. Pedalar por ali coloca pedestres em risco — especialmente idosos e crianças.

Praia Grande como modelo 

A extensão da ciclovia de Praia Grande impressiona: 22,5 km de faixa exclusiva à beira-mar. É um convite ao lazer, ao transporte ativo e à mobilidade sustentável. Mas infraestrutura sem educação no trânsito vira caos. Por isso, as regras são fundamentais. O sucesso da ciclovia de Praia Grande mostra que planejamento faz toda diferença.

A convivência harmoniosa entre ciclistas, pedestres e motoristas depende de todos conhecerem (e respeitarem) as regras do jogo — e valorizar a ciclovia de Praia Grande como exemplo regional.

Vitor Fagundes
Texto por

Contato