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Conheça Beta Lebeis, a mãe santista de Axl Rose

Há mais de 30 anos, ela cuida da vida de um dos rock stars mais famosos do planeta!

Tempo de leitura: 4 minutos

Toda mãe tem um filho difícil. Aquele que chega tarde, que briga com todo mundo, que desaparece por anos e volta como se nada tivesse acontecido. Beta Lebeis, 71 anos, nascida e criada em Santos, conhece essa dinâmica melhor do que ninguém. O “filho” dela é um tal de Axl Rose.

www.juicysantos.com.br - beta lebeisFoto: Reprodução

Não biologicamente. Mas de todas as formas que realmente importam.

Uma santista que foi longe

A história começa longe dos holofotes. Beta saiu de Santos depois de um casamento que não deu certo, com filhos pequenos e poucos recursos. Foi para os Estados Unidos, trabalhou em restaurante na Filadélfia, recomeçou a vida do zero em outro idioma.

O encontro com Axl Rose veio sem avisar. Beta foi contratada como babá de Dylan, filho da modelo Stephanie Seymour, que namorava o vocalista na época. Quando o relacionamento terminou, em 1993, Axl fez uma escolha que diz tudo sobre o que ele enxergou nessa mulher: ficou com a babá. Chamou Beta para morar na sua mansão em Point Dume, em Malibu, e cuidar da sua vida.

Trinta anos depois, ela ainda está lá.

“Ele nunca teve isso”

Beta resume o próprio trabalho com precisão cirúrgica: “Atendo a casa, organizo tudo, coordeno os empregados.”

Mas é ela mesma quem deixa claro que essa descrição não chega perto do que acontece de verdade.

www.juicysantos.com.br - Conheça Beta Lebeis, a mãe santista de Axl Rose (2)

“Sou como a mãe que ele nunca teve. Ele ficou impressionado de como eu criei meus filhos. Ele nunca teve isso.”

Axl Rose teve uma infância marcada por ausência, instabilidade e violência. O menino que virou lenda do rock chegou à vida adulta sem nunca ter experimentado o que é ter alguém que simplesmente se preocupa. Beta deu isso a ele. Comida feita em casa, agenda organizada, alguém que briga quando precisa brigar e que ouve quando precisa ouvir.

“Comigo ele sente que realmente tem alguém que se dedica a ele. Não sou psicóloga. Ele precisa de alguém que o escute.”

Axl retribuiu do único jeito que sabe: no palco. No Rock in Rio de 2001, ele parou o show para apresentar Beta ao público. Um dos artistas mais recluses do rock escolheu um palco no Brasil para homenagear uma santista, um gesto de um filho agradecido.

A mãe que a banda inteira adotou

O vínculo entre os dois vazou para os cantos. Os músicos do Guns N’ Roses chamam Beta de “Big Mama” há décadas. Não é apelido de afeto barato. Ela foi o centro de gravidade que segurou uma das bandas mais autodestrutivas da história do rock em algum tipo de órbita funcional.

E quando o impossível aconteceu, em 2016, quando Axl e Slash se reconciliaram depois de mais de vinte anos de silêncio e mágoa, os filhos de Beta, Fernando e Vanessa, estavam nos bastidores ajudando a costurar essa ponte. Uma família santista contribuiu para que milhões de pessoas ao redor do mundo pudessem ver novamente a formação clássica do Guns nos palcos.

Santos magicamente está em todos os lugares.

A turnê no Brasil e a mãe nos bastidores

O Guns N’ Roses está no Brasil até 25 de abril de 2026. Já passaram por Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Fortaleza. O último show é em Belém, no Mangueirão. Em cada uma dessas cidades, nos bastidores, existe uma mulher de 71 anos que saiu de Santos e nunca parou de trabalhar.

Beta não aparece nas capas de disco, não dá entrevistas com frequência, não tem Instagram com milhões de seguidores. Mas é ela quem garante que Axl Rose apareça, que as coisas funcionem e que exista alguém esperando quando o show acaba.

Toda criança difícil precisa de uma mãe teimosa o suficiente para não desistir. Santos criou essa mãe e o rock mundial agradece, mesmo sem saber direito de onde ela veio.

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