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Vacina contra a gripe em Santos: por que você precisa tomar com urgência

Gripe K, subvariante da H3N2 que assustou o hemisfério norte no fim de 2025, já está circulando em escolas e empresas da região

Tempo de leitura: 5 minutos

Pela primeira vez na história recente, a Influenza A superou a COVID-19 como principal causa de mortes por síndrome respiratória no Brasil. A campanha de vacinação nacional começa neste sábado (28 de março). E, desta vez, os especialistas não estão brincando.

O que os epidemiologistas vinham prevendo, os números de 2025 confirmaram. A gripe matou mais do que a Covid-19.

A Influenza A foi responsável por 47,8% das mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) nos casos com agente causador identificado, quase o dobro da participação da COVID-19, que respondeu por 24,7%, segundo o InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Ao todo, o Brasil registrou 13.678 óbitos por SRAG em 2025, e mais de 6.500 deles foram causados pela Influenza A.

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Em dezembro de 2025, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) emitiu alerta formal: a temporada de gripe de 2026 poderia ser ainda mais intensa, puxada pela baixa cobertura vacinal do ano anterior e pelo aumento de viagens internacionais, que facilitam a circulação de novas cepas.

Os dados preliminares de 2026 já preocupam: até 14 de março, foram notificados 14.300 casos de SRAG no Brasil, com cerca de 840 óbitos. Sendo que a influenza responde por 28,1% das infecções graves identificadas.

A Gripe K chegou na Baixada Santista – e com força

No final de 2025, a OMS emitiu alerta para a chamada Gripe K, subvariante da Influenza A (H3N2) que já vinha preocupando epidemiologistas no hemisfério norte.

Em dezembro, o Ministério da Saúde confirmou os primeiros casos no Brasil, registrados nos estados do Pará e do Mato Grosso do Sul.

Agora, em 2026, a variante já está circulando em escolas e ambientes de trabalho da Baixada Santista. A vacina deste ano foi formulada para as cepas em circulação — mas variantes novas sempre levantam a pergunta sobre a proteção cruzada. A recomendação dos infectologistas, porém, permanece a mesma: vacinar é sempre melhor do que não vacinar.

Vacina da gripe em Santos: onde tem

A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza 2026 começa no dia 28 de março, como já falamos, com o Dia D nas Unidades Básicas de Saúde de todo o país.

O mutirão segue até 30 de maio nas regiões Sudeste, Sul, Centro-Oeste e Nordeste – o que inclui toda a Baixada Santista.

Em Santos, haverá sete policlínicas abertas das 9h às 15h30 e um posto itinerante na Praça das Bandeiras, das 9 às 16 horas.

As unidades abertas no Dia D são:

  • Orla: Policlínica Aparecida (Av. Pedro Lessa, 1728) e Policlínica Campo Grande (Rua Carvalho de Mendonça, 607)
  • Zona Noroeste: Policlínica Piratininga (Praça João de Moraes Chaves, s/nº) e Policlínica Santa Maria/São Jorge (Rua Maestro Antônio Garófalo, 682)
  • Região Central: Policlínica Vila Mathias (Rua Xavier Pinheiro, 284)
  • Morros: Policlínica Nova Cintra (Rua José Ozéas Barbosa, s/nº)
  • Área Continental: Policlínica Caruara (Rua Andrade Soares, s/nº)

Não esqueça de levar documento com foto, CPF e carteira de vacinação. Gestantes devem levar também a carteira de pré-natal.

No domingo (29), não haverá vacinação em Santos, mas a oferta de doses retoma na segunda-feira (30), das 9 às 16 horas.

Quem pode se imunizar contra a gripe?

O imunizante é gratuito e disponível para os seguintes grupos prioritários (neste momento):

  • Crianças de 6 meses a menores de 6 ano
  • Idosos com 60 anos ou mai
  • Gestantes
  • Profissionais de saúde
  • Indígenas e povos tradicionais
  • Pessoas com doenças crônicas (diabetes, hipertensão, cardiopatias, doenças pulmonares)
  • Professores e profissionais de educação
  • Pessoas em situação de rua
  • Privados de liberdade
  • Profissionais de segurança pública, forças armadas e salvamento
  • Trabalhadores de transporte coletivo e portuários

Para crianças entre 6 meses e 8 anos que nunca foram vacinadas antes, são necessárias duas doses com intervalo mínimo de quatro semanas. Para quem já tomou em anos anteriores, uma dose resolve.

Proteção atualizada

A vacina deste ano é a trivalente, atualizada para as cepas mais recentes em circulação mundial. Ela protege contra três variantes:

  • Influenza A/Missouri/11/2025 (H1N1), a versão mais recente do H1N1
  • Influenza A/Singapore/GP20238/2024 (H3N2), uma cepa identificada em Singapura em 2024
  • Influenza B/Austria/1359417/2021 (linhagem Victoria)

O vírus da gripe muta o tempo todo. Por conta disso, a vacina é reformulada todo ano. E as pessoas precisam, sim, se imunizar novamente.

Essa, aliás, é uma das principais razões para a baixa adesão: as pessoas tomam uma dose e acham que estão cobertas para sempre. Não estão.

A meta nacional em 2025 era vacinar 90% do público prioritário. O resultado final foi de apenas 41%. E nenhum estado do Brasil atingiu a meta. Os grupos com menor adesão foram exatamente os mais vulneráveis: as gestantes e crianças.

Na Baixada Santista, o cenário foi igualmente frustrante: somente duas cidades da região vacinaram mais de 50% do público prioritário. Em Santos, foram aplicadas 137.227 doses em 2025, e 41 moradores foram internados por SRAG causada por Influenza. E seis deles morreram.

Lembrando que existem também clínicas particulares para você que não está no grupo prioritário, mas quer se proteger. Algumas empresas também pagam a vacina para seus funcionários – é fundamental que você participe e incentive quem trabalha com você a ir também.

Veja a lista de postos de vacinação da rede municipal

Se você receber uma mensagem no celular te convocando para a campanha de vacinação contra a gripe, vá tomar. É uma forma de cuidado e proteção individual e coletiva. E essa lição a gente já aprendeu lá na pandemia, né?

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