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Saúde e cultura estão no centro do 3º festival canábico Crema Cultural

Festival reúne arte e cultura canábica com conversa sobre saúde mental, políticas públicas, economia criativa e meio ambiente, além de feira e shows

Tempo de leitura: 3 minutos

O Centro Histórico já viu muita coisa mudar desde a fundação de Santos. E que bom, porque é desse jeito que nasce uma cidade que se adapta aos tempos e às novas ideias.

Desde 2024, o Centro é onde acontece o maior festival canábico do litoral de São Paulo, o Crema Cultural.

Multidão em um show de música ao vivo noturno, de costas para a câmera, olhando para um palco iluminado com uma banda se apresentando. Um prédio e um caminhão estão à esquerda.Fotos: divulgação/Crema Cultural

E, no dia 17 de outubro (sábado), vai rolar a terceira edição deste encontro importante para uma conversa que ainda costuma esbarrar em tabu.

Ciência, arte e cultura canábica

O que muda quando a gente troca o preconceito por informação?

É mais do que só discutir o uso da planta. Entre debates, feira e música, o evento abre espaço para falar de saúde, políticas públicas, economia criativa e meio ambiente. Passando por lá, você vai ouvir especialistas, fazer perguntas e entender por que a cannabis aparece em discussões bem mais amplas do que apenas o consumo recreativo.

Fernanda Salles, organizadora do festival, destaca que, em 2026, o Crema Cultural reflete o amadurecimento desse debate no país.

“Não estamos falando apenas de uso terapêutico ou regulamentação isolada. Hoje, o tema envolve pesquisa, saúde, economia, meio ambiente, direitos e políticas públicas”, explica.

A programação do congresso científico traz especialistas de ponta de todo o país.

O dia começa cedo, às 11h, com um debate necessário sobre “A Política da Planta”, reunindo nomes como o deputado estadual Caio França e representantes da FACT Brasil e do Instituto Adesaf.

Outro ponto alto do evento é a discussão sobre saúde mental e o papel da cannabis e dos psicodélicos no século XXI, com especialistas da Unifesp e do Chacruna.

A gente sabe que, no Brasil e na Baixada Santista, o tema da crise climática se tornou urgente. Por isso, às 15h, o festival promove uma mesa sobre como a cannabis pode ser uma solução baseada na natureza para mitigação das mudanças climáticas na nossa região. Dá para imaginar o impacto disso na agricultura regenerativa e na recuperação de solos?

A vibe é essa

Além de toda a bagagem técnica e política, o evento tem aquela energia de festival que a gente gosta.

Os Arcos do Valongo, com aquela imponente arquitetura que já faz parte do imaginário de santistas e visitantes, servem de cenário para uma feira criativa com expositores que vão desde headshops e growshops até vestuário, decoração e um empório de terpenados. Para quem gosta de colocar a mão na massa, haverá oficinas de jardinagem.

A trilha sonora começa às 17h com o DJ Big Ice e segue com a Banda Ducasco às 19h.

Para fechar o evento, às 21h, a Marley Celebration toca repertório de Bob Marley pra animar a galera.

O Crema Cultural não é só para os entusiastas do tema, mas também um convite para o diálogo para quem quer entender como a ciência e as políticas públicas estão evoluindo no Brasil.

Anota na agenda e aproveita, porque o primeiro lote de ingressos já está liberado.

Serviço – Crema Cultural 2026 em Santos

Onde: Arcos do Valongo – Rua Comendador Neto, 3 – Centro, Santos
Quando: 17 de outubro de 2026, das 11h às 23h
Quanto custa:
Inteira: R$ 60.
Meia-entrada: R$ 30.
Entrada solidária: R$ 50 + 1 kg de alimento não perecível
Ingressos à venda online

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Juicy Santos
Texto por

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