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São Judas Cubatão inaugura primeiro ambulatório de climatério e menopausa da região

Mulheres agora têm um espaço de cuidado inédito com calma e acolhimento profissional

Tempo de leitura: 3 minutos

Em uma região historicamente feminina, a Faculdade de Medicina São Judas Cubatão faz história e inaugura, neste mês de março de 2026, o primeiro ambulatório de climatério e menopausa da Baixada Santista. E essa é apenas a etapa inicial de uma série de iniciativas batizadas de Projeto Terceiro Andar.

O nome é uma referência direta ao Projeto Terceiro Tempo, já consolidado como referência de saúde pública na cidade – agora indo para o quarto ano.

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Quem atende e quem lidera

A responsável pelo ambulatório é a professora Vanessa Soares, referência regional no tema. Os atendimentos são conduzidos por médicos residentes, internos e acadêmicos de medicina, sempre sob supervisão direta de professores especialistas.

Portanto, não se trata de atendimento experimental. Trata-se de cuidado real, humanizado e tecnicamente rigoroso, o mesmo modelo que já funciona em outros projetos da instituição.

Próximos passos 

O ambulatório de climatério é o primeiro de uma série. Já estão previstos:

  • Ambulatório para saúde das pessoas pretas
  • Ambulatório para a população LGBTQIA+
  • Ambulatório para gestantes de alto risco

Além disso, já funcionam no terceiro andar os atendimentos de cardiologia (3 períodos), endocrinologia (2 períodos), infectologia (2 períodos), nutrição e assistência farmacêutica.

Os exames complementares são feitos pela própria Rede SUS — a faculdade funciona como uma unidade ambulatorial integrada ao sistema municipal.

Por que isso importa mais do que parece

Uma editorial recente da revista científica The Lancet jogou luz sobre algo que os dados já confirmavam: em média, nove anos da vida de uma mulher transcorrem com a saúde comprometida — 25% a mais do que nos homens.

Patologias como fibromas, endometriose e os problemas associados à menopausa têm alta prevalência e impactam diretamente a vida pessoal, escolar e profissional de quem as vive. Estudos indicam que de 14% a 15% das mulheres faltam ao trabalho durante o período menstrual, e até 65% relatam queda de desempenho nesse período.

Contudo, o diagnóstico correto de endometriose, por exemplo, ainda leva entre 5 e 12 anos — com consultas a uma média de 8 profissionais diferentes antes de uma resposta concreta.

Assim, criar um espaço especializado, acolhedor e público não é apenas um gesto simbólico no mês das mulheres. É uma resposta concreta a uma lacuna crônica.

Acolhimento como método

O que chama atenção na proposta do Terceiro Andar não é só a gratuidade. É a promessa de calma, acolhimento e efetividade — palavras que qualquer mulher que já passou por consultas rápidas no SUS sabe o quanto fazem falta.

A São Judas já demonstrou, com o Projeto Terceiro Tempo, que é possível oferecer atendimento especializado de qualidade dentro de uma estrutura pública, com estudantes e residentes protagonizando o cuidado sob supervisão qualificada. Agora amplia esse modelo para uma população historicamente negligenciada.

Se a saúde da mulher ainda é subfinanciada em todo o mundo, como aponta o Lancet, o mínimo que se pode fazer localmente é garantir que quem mora em Cubatão não precise de plano de saúde para tratar o próprio corpo.

O ambulatório funciona no terceiro andar da faculdade, na Av. Martins Fontes, 100, Vila Nova, Cubatão. Os atendimentos são gratuitos, pelo SUS, e começam de fato no dia 18 de março, com estimativa de 12 consultas por semana.

Essa matéria é uma publieditorial em parceria com a São Judas Unimonte