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Relembre o show histórico dos Mamonas Assassinas em Santos

A cidade que inspirou a música mais famosa do grupo também foi palco de noites inesquecíveis na Reggae Night. Mas spoiler: a história por trás da letra rolou em Praia Grande

Tempo de leitura: 3 minutos

Em 2 de março de 2026, faz exatamente 30 anos do trágico acidente que encerrou a carreira meteórica dos Mamonas Assassinas.

A banda de Guarulhos conquistou o país em menos de um ano. Isso porque tinham humor escrachado, letras geniais e um som que misturava tudo: rock, pagode, forró, heavy metal e até música mexicana.

www.juicysantos.com.br - 30 anos sem Mamonas relembre o show histórico que a banda fez em SantosFoto: Divulgação

Mas antes do fim, houve muita festa. E Santos foi palco de uma dessas noites.

A cidade que virou música

Todo mundo conhece Pelados em Santos. Em 1995, foi a terceira música mais tocada nas rádios brasileiras. Ficou atrás apenas de Take a Bow, da Madonna, e Vira-vira, outro hit dos próprios Mamonas. Por isso, o nome da nossa cidade foi parar na boca do Brasil.

Mas há uma curiosidade que você provavelmente não sabia: a história que inspirou a música rolou em Praia Grande. Numa tarde de 1992, na Vila Caiçara, Dinho pegou o violão e compôs a segunda estrofe ao vivo. Então, ele perguntou aos amigos qual era o carro mais brega que conheciam. A resposta veio rápido, uma Brasília amarela com rodas gaúchas. No fim, Santos ficou com o nome e o mérito.

Uma noite na Reggae Night

Em setembro de 1995, no auge do sucesso, os Mamonas subiram no palco da Reggae Night. A lendária danceteria marcou época em Santos e foi também palco do último show da Legião Urbana. Naquela noite, o local ficou completamente lotado.

A noite entrou para a memória afetiva de quem estava lá. No dia seguinte, a cidade não falava em outra coisa. Afinal, todos queriam ter ido. Alguns até juravam ter esbarrado com os Mamonas por entre os canais de Santos.

O sucesso foi tamanho que a banda voltou para um segundo show na Reggae Night em dezembro de 1995. Ou seja, menos de três meses antes da tragédia.

Um legado que não para de tocar

Com apenas 14 faixas, o álbum vendeu mais de três milhões de cópias em menos de um ano. Foi, portanto, um feito inédito na história da música brasileira. Ainda assim, trinta anos depois, as músicas seguem tocando em casamentos, formaturas e festas de todo tipo.

No final de fevereiro, os corpos dos cinco integrantes foram exumados em Guarulhos. A cerimônia foi reservada para familiares. Durante o procedimento, uma jaqueta foi encontrada intacta sobre o caixão de Dinho.

Dinho, Boka, Samuel, Sérgio Reoli e Édson Madan. Cinco garotos que mudaram a música brasileira e, além disso, deixaram Santos eternizada em uma das canções mais queridas do país.

Trinta anos depois, a gente ainda canta junto, do primeiro ao último verso.

“Atenção, Creuzebek. Ao toque de quatro já vai.”

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