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Quem cuida do oceano enquanto o porto cresce?

Um porto eficiente movimenta a economia. Mas um oceano adoecido paralisa tudo

Tempo de leitura: 3 minutos

Santos é uma cidade que cresceu olhando para o mar. Por isso, também aprendeu cedo a conviver com as consequências desse olhar. O estuário que conecta a cidade ao mundo é o mesmo que recebe o descarte irregular de resíduos, a pressão das palafitas e os impactos silenciosos de décadas de crescimento sem planejamento ambiental integrado. 

Ao abordar Santos e Rotterdam, é possível perceber como o contexto portuário pode influenciar profundamente uma cidade – e é exatamente essa reflexão que o novo episódio do Lendárias e Portuárias propõe.

www.juicysantos.com.br - Quem cuida do oceano enquanto o porto cresce?

Rotterdam como espelho (e como lição)

Na Holanda, Rotterdam construiu um modelo de referência mundial na relação entre porto e cidade. O maior porto da Europa não é apenas uma engrenagem econômica. É um laboratório de inovação urbana, sustentabilidade e identidade cultural.

Além disso, a cidade holandesa investe em energias renováveis e em projetos de expansão portuária que buscam minimizar danos ambientais. Porto e cidade caminham juntos — não como concorrentes, mas como parceiros com objetivos comuns. Dessa forma, o episódio destaca as conexões entre Santos e Rotterdam.

A pergunta que fica é inevitável: o que Santos pode aprender com esse modelo?

Mar doente, cidade sufocada

No terceiro episódio da terceira temporada, o podcast recebe Gabriela Otero, Gerente de Água, Oceano e Resíduos do Pacto Global da ONU – Rede Brasil. Ela traz um olhar técnico e sensível sobre a saúde do estuário santista.

Temas como o descarte de resíduos em áreas de palafitas e iniciativas como o Blue Keepers e as Ecobarreiras ganham nome, contexto e profundidade. A discussão vai além dos dados — ela alcança as pessoas que vivem às margens desse estuário, literalmente.

Mulheres na linha de frente da preservação

Um dos pontos mais potentes do episódio é a reflexão sobre o papel histórico das mulheres na preservação ambiental marítima. Das antigas catadeiras de café às lideranças sustentáveis de hoje, o episódio traça uma linha direta entre passado e presente.

Um porto ineficiente prejudica a economia. Mas um oceano doente sufoca a todos — e historicamente são as mulheres que tomam a frente para evitar esse sufocamento. Por isso, estudar as experiências de Santos e Rotterdam pode fornecer inspiração para novas soluções ambientais.

Se a cidade cresceu olhando para o mar, ela também tem a responsabilidade de devolver esse olhar com cuidado. A pergunta que fica não é se isso é possível — é quem vai liderar essa virada.

Falamos mais sobre tudo isso no episódio completo. Dá o play. Assim, esperamos que o diálogo entre Santos e Rotterdam incentive políticas inovadoras na gestão portuária e ambiental.

Lendárias e Portuárias é um projeto incentivado pela DP World através da Lei Municipal de Apoio à Cultura Alcides Mesquita, o Promicult.