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O que é câncer cervical, doença que o prefeito Rogério Santos enfrenta

Uma afta que não passava levou a um diagnóstico precoce. Entenda o que é o câncer cervical, quais os sinais de alerta e o que esperar do tratamento.

Tempo de leitura: 4 minutos

Na manhã de segunda-feira, 18 de maio, o prefeito Rogério Santos publicou um vídeo nas redes sociais que parou a cidade. Ele anunciou que foi diagnosticado com câncer na região cervical o pescoço e que precisaria se afastar para iniciar o tratamento. No dia seguinte, passou por cirurgia com sucesso.

O prefeito foi ao médico por causa de uma dor na garganta e uma afta que não passava depois de 10 dias. E por não esperar, o diagnóstico veio na fase inicial, o que muda tudo quando se fala em câncer.

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Foto: Reprodução

Na tarde desta sexta-feira, 22 de maio, três dias depois do procedimento, Rogério apareceu de novo nas redes. Ansioso para receber alta, grato pelas mensagens e preparado para o que vem pela frente: sessões de quimioterapia e radioterapia.

“O tratamento é longo, sabemos disso, e há muitos desafios para serem enfrentados, mas estou pronto e preparado para mais este desafio junto com vocês.”

O que é esse câncer, afinal

O câncer na região cervical, nesse contexto, é uma neoplasia que surge no pescoço. O cirurgião oncológico Dr. Fernando Yaeda, da Imuno Santos, explica que ele pode aparecer de forma primária, como em casos de linfomas, mas o mais comum é que seja resultado de metástases de tumores originados em áreas próximas: cavidade oral, faringe, laringe e esôfago.

“É importante diferenciar esse tipo de câncer do câncer de colo do útero, que também é chamado de cervical, mas se trata de uma condição completamente distinta e exclusiva do público feminino.”

Nesses casos, a doença costuma se manifestar pelo aumento de linfonodos, as chamadas ínguas, na região do pescoço.

Os sinais que nunca devem ser ignorados

Segundo o Dr. Yaeda, estes são os alertas que ninguém deveria normalizar:

  • Dificuldade para se alimentar ou dor ao engolir
  • Dor persistente na garganta
  • Feridas na boca que não cicatrizam
  • Dores na cavidade oral que parecem problema dentário
  • Ínguas no pescoço que não somem em até um mês

A orientação do especialista é buscar avaliação médica sempre que os sintomas durarem mais de um mês, ou antes disso, quando forem persistentes e incomuns. Quando o diagnóstico chega em fase inicial, as chances de tratamento bem-sucedido aumentam consideravelmente. As abordagens variam entre cirurgia, quimioterapia, radioterapia ou a combinação delas

Os fatores de risco

Tabagismo e consumo excessivo de álcool estão entre os principais. Além disso, o HPV tem sido associado a um número crescente de casos de câncer de cabeça e pescoço, especialmente em pacientes mais jovens.

Rogério se recupera, Santos ganhou uma nova prefeita

A cirurgia correu bem, a recuperação segue positiva e o afastamento, publicado no Diário Oficial, é de sete dias inicialmente, com retorno condicionado à avaliação médica. A equipe de governo segue a mesma.

Quem assumiu o Palácio José Bonifácio foi a vice Audrey Kleys.

Audrey é jornalista e advogada, eleita vereadora em 2016, e reeleita em 2020 como a segunda mais votada da cidade. Chegou à Secretaria de Desenvolvimento Social em 2023 e, nas eleições de 2024, compôs a chapa de Rogério como vice e Secretária de Educação, cargo que acumula até hoje.

Suas principais bandeiras: educação, direitos das mulheres e inclusão social. É autora da Lei Respeitar, voltada para combater a reincidência de violência doméstica em Santos.

A cidade mais feminina do Brasil ainda está aprendendo a eleger mulheres

Desde a sua fundação, Santos teve apenas três mulheres à frente do Palácio José Bonifácio. A primeira foi Telma de Souza, a única eleita diretamente pela população, com mandato entre 1989 e 1992. As outras duas chegaram ao cargo como vice-prefeitas em exercício durante afastamentos: Renata Bravo e, agora, Audrey Kleys.

Três mulheres em mais de um século de história política.

Esse número contrasta com um dado do IBGE que Santos costuma celebrar: a cidade é a mais feminina do Brasil. As mulheres representam 54,6% da população santista, a maior proporção de qualquer município do país. Em nenhum outro lugar elas são maioria tão expressiva. Ainda assim, em mais de cem anos, só uma chegou à prefeitura pelo voto.

Santos segue sendo, na política, uma cidade que ainda não se vê no espelho.

O assunto foi tema no JuicyCast, assista aqui:

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