Material escolar: diferença nos preços na Baixada Santista chega a 92%
Volta às aulas = lista de material escolar e susto no caixa
Na hora de montar a lista de material escolar dos filhos, muita gente já sabe: vale a pena pesquisar antes de sair comprando. Mas você sabia que, dependendo de onde você faz as compras em Santos ou São Vicente, o preço do mesmo item pode quase dobrar?
Uma pesquisa divulgada pelo Procon-SP aponta que as diferenças de valores para produtos básicos nas papelarias da região estão chamando a atenção de quem mora na Baixada Santista.

E como janeiro é aquele mês de planejar os gastos e organizar a rotina para a volta às aulas, a matéria de hoje vai direto ao ponto: confira o que mudou no cenário dos preços de material escolar em Santos e São Vicente, quais são os principais achados da pesquisa do Procon-SP e o que você pode fazer para economizar.
Diferentes estabelecimentos, diferentes preços
O movimento de comparações de preço nas listas escolares não é novidade por aqui. Todos os anos, consumidores se deparam com variações ao montar as listas dos filhos.
O IBGE apontou, em 2025, uma elevação dos custos de artigos escolares motivada por inflação e dificuldades na cadeia de suprimentos. Esses efeitos ainda eram pós-pandemia e graças à oscilação do dólar, que impacta itens importados.
Janeiro e fevereiro concentram aproximadamente 60% das vendas anuais desses itens aqui na região. Não é à toa que as diferenças de preço ganham destaque. Elas levam os consumidores a planejarem as compras com mais critério para adaptar o orçamento familiar.
Relatório do Procon-SP: onde e quanto pode variar o preço do material escolar
Segundo a pesquisa recém-lançada pelo Procon-SP, feita durante dezembro de 2025 nos municípios de Santos e São Vicente, a diferença de preço para um mesmo produto pode chegar a mais de 92%.
Isso foi visto, por exemplo, no estojo de caneta hidrográfica NeoPen de 12 cores: custando R$ 24,80 em uma loja de Santos e R$ 12,90 em outro comércio em São Vicente. P
Parece pouco olhando item por item. No entanto, quando somamos toda a lista, esses centavos (ou reais) se multiplicam e têm impacto direto na conta final.
Entre os 63 itens pesquisados pelo órgão no final de dezembro, 11 artigos apresentaram uma diferença superior a 50% conforme o estabelecimento.
Foram analisados preços de produtos como lápis, cadernos, canetas, borrachas, colas, giz de cera, papel sulfite e outros materiais básicos, nos seis pontos comerciais escolhidos pela equipe.
O levantamento serve como um alerta não só para quem já esperava algumas oscilações. Ele é principalmente para pessoas que não têm o hábito de comparar preços entre as lojas.
Além dos detalhes sobre valores, a pesquisa reforçou uma regra importante para os responsáveis: na hora de receber a lista da escola, vale dar aquela olhada no que já está guardado em casa e em bom estado de uso antes de sair comprando tudo novo. O reaproveitamento de materiais pode aliviar (muito!) o orçamento.
Dicas úteis para economizar – e o que diz a legislação
Se você está naquela correria de aproveitar promoções ou dividir as compras com outros pais, saiba que algumas papelarias oferecem condições especiais para compras em quantidade.
Uma alternativa que tem crescido, segundo relatos de consumidores, é juntar grupos de pais, fazer compras coletivas e negociar descontos.
Além disso, é importante prestar atenção ao método de pagamento. Algumas lojas podem praticar preços diferentes dependendo se a compra é em dinheiro, cartão ou Pix.
Outro ponto fundamental: escolas não podem exigir que você entregue na lista itens coletivos (como materiais de limpeza, higiene ou escritório). A Lei nº 12.886 de 2013 garante que apenas materiais de uso individual da criança sejam cobrados. Ficar atento à legislação pode evitar gastos extras desnecessários.
A pesquisa completa do Procon na Baixada Santista está disponível aqui.
Houve edições em outros municípios, como São Paulo (Capital), Campinas, Bauru e outros, mostrando que o fenômeno das diferenças expressivas nos preços é nacional.