Maracatu Quiloa lança álbum “Aweté Axé” e celebra matrizes africanas e indígenas
O som da ancestralidade na Baixada Santista
Se você já esbarrou com um som potente de um cortejo de maracatu pelas ruas de Santos, provavelmente conhece o Maracatu Quiloa. Agora, quem mora, trabalha ou até só passeia pela cidade tem um motivo a mais para se conectar com essa manifestação cultural. O grupo pioneiro lança, no dia 15 de janeiro, o álbum “Aweté Axé”, disponível em todas as plataformas digitais.

Esse lançamento não é só mais uma novidade musical. É mais um passo para fortalecer as raízes africanas e indígenas presentes na nossa cultura local e nacional. Assim, o coletivo santista, conhecido por suas apresentações vibrantes, aposta em 11 faixas que mergulham fundo na valorização da ancestralidade. O álbum destaca também a resistência dos povos originários e afrodescendentes.
Uma história que atravessa gerações
O maracatu nasceu em Pernambuco, mas encontrou terreno fértil em várias partes do Brasil — inclusive na Baixada Santista. Por aqui, ele se tornou símbolo de celebração coletiva, conectando diferentes comunidades. Além disso, o maracatu gera debates sobre identidade, resistência e história cultural. Dessa forma, em Santos, o movimento cresceu especialmente a partir dos anos 2000.
Mais que música, o maracatu carrega consigo uma série de rituais, canções e até instrumentos que vêm de tradições africanas e indígenas. Além disso, ele influencia festas como o Carnaval e projetos de arte-educação. Portanto, é também um espaço para reunir diferentes gerações e criar novas pontes entre passado e presente. Isso reforça a importância de manter vivas essas tradições na cena cultural santista.
Aweté Axé: sons, poemas e espiritualidade
O álbum “Aweté Axé” traz para os ouvintes uma coleção de loas — canções do universo do maracatu — que tensionam temas como espiritualidade, resistência e comunhão. Consequentemente, entre os destaques estão as participações da Aldeia Tabaçu Reko Ypy. Elas fortalecem o diálogo entre a ancestralidade africana e indígena. As faixas fazem a gente repensar o Brasil para além dos grandes centros urbanos.
Um ponto que chama a atenção são os interlúdios poéticos: pequenos poemas que surgem entre as músicas, interpretados pelos próprios integrantes do Maracatu Quiloa. Além disso, essas passagens não só vinculam o álbum ao sagrado, mas também ampliam a experiência do ouvinte. Elas trazem elementos de natureza e referências a orixás. Isso é importantíssimo para quem se interessa pela presença das forças dos orixás na cultura popular.
A proposta, no fim das contas, é criar uma experiência sonora conectada ao coletivo, ao ritual e à celebração. Assim, tudo isso acontece com o DNA do grupo de maracatu santista.
Como ouvir “Aweté Axé”
Quem quiser garantir o acesso ao novo álbum já pode fazer o pré-save pelo link: https://ditto.fm/awete-axe. A partir de 15 de janeiro, “Aweté Axé” estará disponível nas principais plataformas de streaming de música, como Spotify, Deezer e Apple Music.
Um marco para a cultura popular em Santos e região
A chegada do álbum “Aweté Axé” fortalece não só o reconhecimento do Maracatu Quiloa como agente cultural da Baixada Santista. Ela também coloca luz sobre a relevância de manter vivas as matrizes africanas e indígenas. Consequentemente, para quem respira a cena local, seja como artista, espectador ou entusiasta, essa novidade amplia horizontes. Ela estimula o contato com uma musicalidade que conecta passado, presente e futuro.
Além disso, o lançamento reforça o compromisso do grupo com a educação, pesquisa e preservação das tradições que moldam a nossa identidade. Portanto, é uma chance de viver, ouvir e compartilhar a potência dos maracatus produzidos por aqui — e levar esse som de Santos para o Brasil e o mundo. E, claro, uma ótima desculpa para montar uma playlist com o batuque que só a nossa região tem.