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Maior centro de reabilitação de animais marinhos do Brasil fica no Guarujá

Orgulho da Baixada Santista, o Gremar é referência nacional no resgate e tratamento de animais do mar

Tempo de leitura: 3 minutos

Quando um animal marinho é encontrado ferido ou intoxicado nas areias da Baixada Santista, ele tem um aliado de peso: o Instituto Gremar. Sediado no Guarujá, o complexo se consolidou como a maior estrutura do país dedicada exclusivamente à recuperação da fauna oceânica.

www.juicysantos.com.br - Guarujá abriga o maior centro de reabilitação de animais marinhos do Brasil

O trabalho não para nunca. Literalmente. A operação acontece sem interrupção, sete dias por semana, com plantões que se revezam durante a madrugada. Na sua capacidade máxima, o espaço consegue acolher simultaneamente 200 animais em processo de tratamento. além de possuir recintos para reabilitação e condicionamento físico de até 100 animais.

Do voluntariado à excelência técnica

Fundado em 2002 por um grupo voluntário de veterinários e biólogos movidos por um ideal conservacionista, o Gremar começou com atendimentos de mamíferos marinhos visando sua devolução ao ambiente natural.

A trajetória da instituição passou por marcos importantes: em 2007, através de parceria com a Fundação Fernando Lee, implantou o Centro de Reabilitação de Animais Marinhos CRAM REVIVA na Ilha dos Arvoredos. Já em 2013, em parceria com a Prefeitura de Guarujá, SPU e GAEMA, transferiu sua base para o km 13,5 da estrada Guarujá-Bertioga, ampliando o atendimento com a criação do CETAS-Flutuante.

Um salto significativo aconteceu em 2015, quando o Gremar, junto a outras onze instituições da REMAB, iniciou o Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), realizando monitoramento diário das praias entre Bertioga e São Vicente.

Um hospital completo para animais marinhos

A unidade principal, instalada perto da Praia do Tombo, impressiona pela completude. Funciona como um hospital veterinário de alto padrão, só que voltado especificamente para a fauna aquática e silvestre regional.

Dentro da estrutura, há desde salas de emergência até centros cirúrgicos, passando por uma área inteira dedicada à limpeza de animais atingidos por petróleo. Os laboratórios permitem fazer exames sem depender de terceiros, agilizando diagnósticos. E tem ainda os tanques e recintos onde os bichos recuperam a forma física antes de voltarem ao habitat natural.

Quem visita o lugar também tem acesso a um espaço educativo, com exposições que explicam o trabalho desenvolvido e abordam temas como preservação ambiental e diversidade de espécies.

Como o Gremar organiza sua atuação

O instituto distribui seus esforços em três frentes complementares:

  • Gestão da fauna: o foco está no atendimento direto: resgatar, tratar e devolver os animais à natureza. Isso inclui tanto as emergências quanto o acompanhamento sistemático das condições ambientais.
  • Educação ambiental: busca transformar comportamentos. Por meio de atividades adaptadas a diferentes perfis de público, o objetivo é formar cidadãos mais conscientes do impacto humano sobre os ecossistemas.
  • Vertente científica: alimenta a produção de conhecimento. Os profissionais do Gremar participam de estudos acadêmicos que geram artigos, contribuem para congressos e ajudam a fundamentar políticas públicas de conservação.

Atuação que atravessa cidades

O raio de ação vai além do Guarujá. As equipes cobrem regularmente o litoral de municípios vizinhos, formando uma rede de proteção que se estende por dezenas de quilômetros de costa.

Segundo a filosofia que guia o trabalho, diminuir os danos causados pela presença humana aos animais selvagens é uma responsabilidade coletiva. E educar a população sobre essas questões é tão importante quanto o resgate em si.

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