Feira OBA-OBA transforma Centro de Santos em vitrine da arte independente
Arte impressa, oficinas, DJs, brechós e artistas de diferentes partes do Brasil ocupam a Casa da Frontaria Azulejada
Você provavelmente vai entrar falando que “vou dar só uma olhadinha”. Dez minutos depois, já está folheando um livro feito à mão. Em seguida, você pode estar conversando com um ilustrador sobre seu processo criativo ou tentando decidir qual gravura merece um espaço na parede de casa.

É justamente essa experiência que volta ao Centro Histórico de Santos neste sábado (8 de agosto). Das 12h às 21h, a Casa da Frontaria Azulejada recebe a 8ª edição da Feira Gráfica OBA-OBA. O evento nasceu de forma independente e, hoje, coloca a cidade na rota de artistas, editoras e criativos de diferentes regiões do Brasil e até de outros países.
Para além de ser uma feira de publicações, a OBA-OBA se tornou um ponto de encontro para quem acredita que a arte também pode ser construída fora dos grandes circuitos.
A trajetória da OBA-OBA
A história da feira companha um movimento que cresceu em todo o Brasil nos últimos anos. Ou seja, o fortalecimento das feiras dedicadas à produção autoral.
Enquanto editoras independentes, ilustradores, designers e artistas passaram a buscar espaços para apresentar seus trabalhos diretamente ao público. Por isso, eventos como a OBA-OBA ganharam força por aproximar quem cria de quem valoriza esse tipo de produção.
Em Santos, essa conexão acontece em um cenário que faz parte da própria história da cidade. Pois é, a Casa da Frontaria Azulejada deixa de ser apenas um patrimônio histórico e vira vitrine para centenas de trabalhos produzidos de maneira independente.
Além disso, a feira ajuda a mostrar que a criatividade também movimenta a economia local. Cada compra feita diretamente com um artista fortalece pequenos produtores, incentiva novos projetos e mantém viva uma cadeia criativa que, muitas vezes, acontece longe das grandes editoras e galerias.
Sem perder a essência
Criada pelos artistas Andressa Oliveira e Renato Tija, a OBA-OBA nasceu com um objetivo simples: abrir espaço para a circulação da produção autoral. Ao longo das edições, esse propósito permaneceu o mesmo, mas o alcance aumentou.

Na edição realizada em maio, cerca de 3 mil pessoas passaram pela feira. O resultado chamou atenção não apenas pelo público, mas também pelo desempenho dos expositores, que registraram boas vendas durante o evento. O cenário reforçou uma ideia defendida pelos organizadores desde o início: arte também é trabalho, gera renda e cria oportunidades.
Agora, a expectativa é ampliar novamente esse encontro entre artistas, público e cidade.
Um verdadeiro OBA-OBA
Quem visitar a feira, encontrará artistas gráficos, ilustradores, designers e editoras independentes espalhados pela Casa da Frontaria Azulejada. Porém, a programação vai além das publicações.
Ao longo do dia, o público poderá participar de oficinas ministradas pelos próprios expositores, conhecer a Banca Viva, espaço dedicado às editoras e publicações independentes, acompanhar apresentações de DJs e circular entre brechós e marcas de moda autoral.
Essa mistura de linguagens faz parte da identidade da feira. Em vez de separar arte, música, design e moda, a programação aproxima diferentes formas de criação e amplia as possibilidades de descoberta para quem visita o evento.
Tanto quem já acompanha a cena gráfica quanto quem nunca entrou em uma feira do gênero costuma encontrar algo que desperta curiosidade.
Nos últimos anos, o Centro Histórico voltou a receber eventos capazes de atrair novos públicos e ocupar seus espaços com diferentes manifestações culturais. A circulação movimenta não apenas a cena artística, mas também faz o público viver esse espaço da cidade de forma mais intencional.
Serviço
Feira Gráfica OBA-OBA – 8ª edição
Data: sábado, 8 de agosto de 2026
Horário: das 12h às 21h
Local: Casa da Frontaria Azulejada, Rua do Comércio, 92, Centro Histórico de Santos
Entrada: gratuita
Mais informações: Instagram @obaobafeira