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Alunas de Cubatão apresentam pesquisa na maior conferência de HIV e Aids do mundo

Três alunas estão levando para o mundo um projeto que mostra que cuidar de quem vive com HIV/Aids também passa por acolhimento, movimento e saúde mental

Tempo de leitura: 3 minutos

Humanizar o cuidado com quem vive com HIV/Aids na região começa na sala de aula. E a galera que está em formação já trilha esse caminho da ciência conectada com a empatia e o desenvolvimento social. Para o nosso orgulho, um trio de alunas de Medicina da Universidade São Judas Tadeu – Campus Cubatão teve seu trabalho selecionado para a maior conferência mundial sobre HIV e Aids, que acontece no fim de julho no Rio de Janeiro (RJ).

Além de promover essa visibilidade internacional, a pesquisa coloca esse debate sobre cuidado e qualidade de vida para pacientes de HIV/Aids no centro das discussões sobre saúde pública na Baixada Santista.

Pessoa alongando-se ao amanhecer ou entardecer, braço levantado, silhueta contra um sol brilhante sobre um lago com árvores.

O que diz a pesquisa

Maria Luiza Junqueira de Lima, de 21 anos, Júlia Costa Gusmão, de 20 anos e Priscilla Rodrigues Gonçalves, de 23 anos, todas do 4º semestre da Faculdade de Medicina da São Judas – Campus Cubatão, propuseram em um estudo acadêmico um olhar ampliado que vai além do diagnóstico e das estatísticas.

O que as estudantes apontaram é que o tratamento também passa por movimento, bem-estar, saúde mental e acompanhamento integral, sem substituir a terapia antirretroviral, mas somando a ela uma estratégia que pode favorecer o organismo e a rotina de pacientes.

Três jovens estudantes sorrindo e usando jalecos brancos com calças jeans, em frente ao logo da Universidade São Judas.

Ou seja, a proposta é adicionar o exercício físico como apoio complementar ao tratamento de pessoas vivendo com o vírus.

Como o vírus causa um tipo de inflamação crônica, os exercícios conseguem amenizar essa sensação e ajudar a prevenir alterações musculares, ósseas e metabólicas, além de contribuir para a saúde mental de quem convive com HIV/Aids.

O que começou com uma revisão da literatura científica também derivou em rodas de conversa e intervenções educativas na comunidade.

Por causa desse estudo, elas receberam o convite da Sociedade Internacional de Aids (IAS) para participar da 26ª Conferência Internacional sobre Aids, inédita na América do Sul, entre os dias 26 e 31 de julho.

Aqui se faz ciência!

Essa notícia incrível reforça o quanto tem de potencial em Cubatão e na Baixada Santista como território de formação em saúde e direitos humanos que pode impactar até mesmo o país todo. A universidade pode produzir conhecimento conectado às necessidades reais da população, juntando de forma prática escuta, pesquisa e responsabilidade social.

E, para os alunos da São Judas Cubatão, isso conversa com uma formação profissional mais atenta à diversidade, ao combate ao preconceito e à complexidade das vivências de quem tem HIV. Essa perspectiva é especialmente importante quando se fala em saúde pública, porque amplia o foco para as dimensões física, emocional e social do cuidado.

Essa pesquisa, em especial, buscou uma abordagem acolhedora, que procurou olhar para a pessoa antes da doença.

Em tempos em que a informação em saúde exige não só divulgação, mas também muita sensibilidade, esse projeto de Maria Luiza, Priscilla e Julia, da São Judas – Campus Cubatão, mostra como a universidade e a ciência podem estar conectadas às nossas comunidades que mais precisam desse apoio.

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