Alunas de Cubatão apresentam pesquisa na maior conferência de HIV e Aids do mundo
Três alunas estão levando para o mundo um projeto que mostra que cuidar de quem vive com HIV/Aids também passa por acolhimento, movimento e saúde mental
Humanizar o cuidado com quem vive com HIV/Aids na região começa na sala de aula. E a galera que está em formação já trilha esse caminho da ciência conectada com a empatia e o desenvolvimento social. Para o nosso orgulho, um trio de alunas de Medicina da Universidade São Judas Tadeu – Campus Cubatão teve seu trabalho selecionado para a maior conferência mundial sobre HIV e Aids, que acontece no fim de julho no Rio de Janeiro (RJ).
Além de promover essa visibilidade internacional, a pesquisa coloca esse debate sobre cuidado e qualidade de vida para pacientes de HIV/Aids no centro das discussões sobre saúde pública na Baixada Santista.

O que diz a pesquisa
Maria Luiza Junqueira de Lima, de 21 anos, Júlia Costa Gusmão, de 20 anos e Priscilla Rodrigues Gonçalves, de 23 anos, todas do 4º semestre da Faculdade de Medicina da São Judas – Campus Cubatão, propuseram em um estudo acadêmico um olhar ampliado que vai além do diagnóstico e das estatísticas.
O que as estudantes apontaram é que o tratamento também passa por movimento, bem-estar, saúde mental e acompanhamento integral, sem substituir a terapia antirretroviral, mas somando a ela uma estratégia que pode favorecer o organismo e a rotina de pacientes.

Ou seja, a proposta é adicionar o exercício físico como apoio complementar ao tratamento de pessoas vivendo com o vírus.
Como o vírus causa um tipo de inflamação crônica, os exercícios conseguem amenizar essa sensação e ajudar a prevenir alterações musculares, ósseas e metabólicas, além de contribuir para a saúde mental de quem convive com HIV/Aids.
O que começou com uma revisão da literatura científica também derivou em rodas de conversa e intervenções educativas na comunidade.
Por causa desse estudo, elas receberam o convite da Sociedade Internacional de Aids (IAS) para participar da 26ª Conferência Internacional sobre Aids, inédita na América do Sul, entre os dias 26 e 31 de julho.
Aqui se faz ciência!
Essa notícia incrível reforça o quanto tem de potencial em Cubatão e na Baixada Santista como território de formação em saúde e direitos humanos que pode impactar até mesmo o país todo. A universidade pode produzir conhecimento conectado às necessidades reais da população, juntando de forma prática escuta, pesquisa e responsabilidade social.
E, para os alunos da São Judas Cubatão, isso conversa com uma formação profissional mais atenta à diversidade, ao combate ao preconceito e à complexidade das vivências de quem tem HIV. Essa perspectiva é especialmente importante quando se fala em saúde pública, porque amplia o foco para as dimensões física, emocional e social do cuidado.
Essa pesquisa, em especial, buscou uma abordagem acolhedora, que procurou olhar para a pessoa antes da doença.
Em tempos em que a informação em saúde exige não só divulgação, mas também muita sensibilidade, esse projeto de Maria Luiza, Priscilla e Julia, da São Judas – Campus Cubatão, mostra como a universidade e a ciência podem estar conectadas às nossas comunidades que mais precisam desse apoio.