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Como você quer que seus filhos sejam?

Tempo de leitura: 3 minutos

Você, que tem ou não filhos, já se perguntou como quer que eles sejam no futuro?

Acabei de ver uma propaganda de um colégio da cidade onde a mãe do aluno, supostamente ainda do ensino infantil, diz:

– Não vejo a hora de vê-lo com a carinha pintada e feliz por ter entrado na universidade que ele queria.

Fiquei chocada! Aterrorizada! Indignada!

Antes que os criadores da propaganda e do colégio me massacrem, eu já respondo: não, não tenho filhos e não faço a menor ideia de como será criar os que, com certeza, terei.

Mas sei como foi sentir na pele a pressão para entrar na melhor faculdade, como foi ter que decidir aos 17 anos que carreira me traria, ao mesmo tempo, dinheiro e felicidade. Oi?

 

A única, e imensa, diferença é que eu tinha 17 anos!!! E não 2 ou 3 anos como pressupõe o comercial.

Escrevi no meu facebook e vi que muitos amigos compartilharam do mesmo choque e indignação. Isso me fez refletir que tipo de ser humano gostaria que meus filhos se tornassem.

Sei que este resultado depende somente dele: de seus gostos, preferências, objetivos, sonhos e experiências, mas eu, como mãe, preciso instiga-los e incentiva-los para coisas muito maiores do que o VESTIBULAR (e obviamente, procurar escolas que pensem como eu!).

 

Quero filhos:

– que respeitem os mais velhos sem achar isso antiquado

– que tenha a mesma euforia em organizar uma ação beneficente ou um churrasco com os amigos

– que tenham tempo e não vivam contra o relógio

– que tenham coragem de admitir suas preferências e seus erros

– mulheres que não tenham vergonha de dizerem que preferem cuidar de sua casa ao invés de trabalharem numa multinacional

– que me peçam uma máquina fotográfica de presente


– que trabalhem arduamente para poderem viajar o mundo

– que toquem um instrumento lindamente

– que sonhem em ser médicos simplesmente porque têm o dom da cura

– que não se importem com status

– que não achem que toda gozação dos amigos é bullying

– que não se traumatizem pelas adversidades da vida, e ao contrário, reconheçam que isso os fez crescer

– que desmarquem compromissos importantíssimos porque o dia na praia está imperdível

– que amem correr perigo

– que sejam empreendedores sociais

– que pratiquem esportes diferentes

Enfim, só tenho o desejo de criar ser humanos FELIZES, algo muito raro nos tempos de hoje.

meu primeiro amor

Juicy Santos
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