Mãos Trêmulas
A peça convida à reflexão sobre o envelhecimento e a dignidade humana. Ela denuncia a violência de uma sociedade capitalista contra o corpo idoso.
Uma poderosa crítica social, a trama acompanha uma costureira e um ajudante de cozinha, ambos na casa dos 80 anos. Eles perderam seus entes queridos e seus empregos, tornando-se “obsoletos” por causa das mãos trêmulas. Diante de um novo despejo, a costureira, em um ato de desespero e coragem, veste um figurino de Ruth de Souza. Junto com seu companheiro, ela invade um teatro. Eles interrompem uma apresentação para cobrar uma antiga dívida do produtor.
O elenco traz Cleide Queiroz e Plínio Soares, sob a direção de Yara de Novaes, dramaturgia de Victor Nóvoa e realização de Catarina Milani.
O espetáculo revela a marginalização dos idosos através de memórias íntimas e relações afetivas, por vezes conflituosas. A lógica de eficiência e desempenho do capitalismo, que os descarta, ganha destaque. A peça aborda a busca por reconhecimento e justiça em um mundo que os esquece.