Victória Silva
Texto porVictória Silva
Jornalista, 24 anos - Santos

Praça da Paz: uma galeria de arte a céu aberto em PG

A orla de Santos tem diversos monumentos artísticos em sua extensão.

Isso faz com que muitas pessoas a considere uma galeria de arte a céu aberto. Mas você sabia que outra cidade aqui da Baixada Santista adiciona obras de arte ao cotidiano de seus passantes?

A uma quadra de distância do mar, uma exposição é fixa em Praia Grande e ela fica no cruzamento das avenidas Brasil e São Paulo, no Boqueirão.

Praça da Paz (1)

Praça da Paz

De carro, moto, ônibus, bicicleta… Não importa qual seja o meio de transporte: quem passa pelo local volta o olhar para a Praça da Paz, popularmente apelidada de Praça das Cabeças.

O espaço existe desde 2007 (foi inaugurado no 40° aniversário do município), mas ainda desperta curiosidade nos moradores e turistas. Afinal, são SETE CABEÇAS DE ATÉ 10 METROS E 30 TONELADAS.

Expostas no meio de uma avenida.

Estão representadas as imagens de:

Jesus Cristo
Maria Mãe de Jesus
Papa João Paulo II
Madre Tereza de Calcutá
Gandhi
Nélson Mandela
Sérgio Vieira de Mello

Segundo as explicações no local, a ideia é que as cabeças representem a luta pela não-violência, pelo fim dos conflitos entre nações, raças, classes e qualquer batalha que gere o sofrimento de seres vivos do planeta.

Praça da Paz (2)

Os caminhantes que estão com menos pressa e podem andar calmamente pela praça se deparam com a possibilidade de conhecer o interior de cada cabeça e andar por entre elas, em passarelas dispostas ao redor de todos os monumentos.

Selfies são feitas por lá o tempo todo.

“Achei interessante. Mas confesso que não tinha entendido muito bem qual era a ideia das cabeças, só depois que li a respeito fez sentido”, comentou Rita Almeida, turista que visita a cidade esporadicamente, mas que nunca havia parado na praça.

O local já abrigou caminhadas pela paz e protestos com a mesma finalidade.

Gilmar Pinna

As cabeças, esculpidas em aço carbono e ferro, levam a assinatura de Gilmar Pinna.

Natural de Ilhabela, o cara tem obras espalhadas por diversas partes do mundo, desde sua terra natal, até países como Suíça e Espanha.

Tem quem passe pela Praça da Paz e não goste, mas o crítico de arte Luiz Ernesto Kawall definiu as obras do artista como ousadas, dinâmicas e cheias de amor:

“É uma arte feita com alma, coração e muito esforço físico”.

Pinna começou ainda criança, fazendo esculturas de areia nas praias de Ilhabela. Em seguida, passou a utilizar o metal para, nos anos 1970, participar de concursos e exposições.

Praça da Paz (3)

Você conhece a Praça da Paz? Conta pra gente o que achou desse ponto turístico de Praia Grande!