Luiz Gomes Otero
Texto porLuiz Gomes Otero

Olivia Jean mostra seu rock’n roll básico em Night Owl

Olivia Jean está de volta com seu segundo álbum solo, Night Owl, lançado pela Third Man Records.

E, nesse novo trabalho, ela desenvolve uma sonoridade com foco no estilo retrô. Olivia explora influências diretas da new wave dos anos 80 e da surf music dos anos 60.


Para quem não sabe, Olivia integrou a banda feminina de rock Black Belles, fundada em 2009 por Jack White (ex-White Stripes). O grupo fazia parte do seu selo independente, o Third Man Records. Ela acabou se sobressaindo e partiu logo para uma carreira solo, chegando agora ao seu segundo disco autoral.

Olivia Jean e a fonte inesgotável do pop

Night Owl explora os espaços compartilhados entre o som mais pop. E mergulha de cabeça na sonoridade de bandas do estilo new wave, como B-52s e Go-Go’s. Dick Dale, representante da surf music instrumental dos anos 60, é outra influência bem marcante nesse seu trabalho.

Diferentemente de seu disco de estreia, Bathtub Love Killings, no qual encontramos Olivia tocando todos os instrumentos na grande maioria das faixas, Night Owl tem uma pegada mais colaborativa, com uma banda de amigos em seu estúdio.

O som é bem no clima alto astral. Desde a faixa de abertura, Garage Bat, ela busca resgatar uma batida mais focada no rock’n roll básico e primitivo. E consegue superar as expectativas na faixa que deu título ao trabalho (Night Owl), com um riff envolvente do início ao fim.


As canções são simples e diretas, sem frescuras ou linguagens rebuscadas nas letras.

Gostei bastante de I Used To Be Lonely, que lembra os bons tempos de Joan Jett (outra referência marcante) nos anos 80.

Visual + rock + atitude

Night Owl é exatamente o que parece. O trabalho de Olivia Jean luta contra as tendências atuais do pop para fazer fazer exatamente o que ela sempre quis: rock´n roll.