Luiz Gomes Otero
Texto porLuiz Gomes Otero

O Status Quo do rock’n roll

Poucas bandas têm tamanha coerência em sua trajetória como a Status Quo.

São mais de 50 anos de carreira retilínea, com bases firmes no autêntico rock’n roll.

Mesmo com alterações em sua formação ao longo dos anos, a sonoridade permanece intacta até os dias atuais.

Isso pode ser comprovado no seu mais recente lançamento, o álbum ao vivo The Last Night Of The Eletrics.

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Na verdade, o disco pode representar uma despedida da banda, pois um dos integrantes e fundadores da banda, Rick Parfitti, faleceu em 2016.

E coube a Francis Rossi, único remanescente da formação original, gravar esse disco ao vivo com outros integrantes que já tocavam com a banda há alguns anos.

Os últimos lançamentos vieram em formato acústico, todos geniais em suas concepções. Faltava ainda gravar mais um. Desta vez, com as velhas companheiras – as guitarras elétricas – em um show eletrizante na O2 Arena, em Londres.

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No repertório, estão os clássicos da banda, como Caroline, Rain, Down Down e In The Army Now, todas elas cantadas como nas gravações originais de estúdio.

A verdade é que Rossi continua mandando ver, agora como band leader único (anteriormente, ele dividia essa função com Parfitt).

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Na releituras, o Status Quo conserva o frescor dos anos 1960 em The Wanderer (hit do final dos anos 50 do cantor Dion) e uma homenagem ao mestre Chuck Berry no medley Rock´n Roll Music/Bye Bye Johnny. Há, ainda, uma versão matadora de Rockin’ All Over the World, de John Fogerty (ex-integrante da Creedence Clearwater Revival).

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Para um fã saudosista como eu, escutar canções como In The Army Now e Down Down entoadas com entusiasmo pelo público, chega a ser emocionante. A banda simplesmente não tem o mesmo espaço na mídia de outros grupos de rock. E, mesmo assim, ainda conserva uma legião de fãs espalhada pelo mundo afora, inclusive no Brasil.

Pode-se dizer que o status quo de uma banda icônica foi mantido nesse álbum.