Luiz Gomes Otero
Texto porLuiz Gomes Otero
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Letter to You mostra Bruce Springsteen em sua melhor forma

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Letter To You é o nome do novo álbum de estúdio de Bruce Springsteen com a E Street Band.

Trata-se de um álbum de rock alimentado pelo som marcante que o Boss moldou nos anos 70 e 80. E que ainda permanece mais atual do que nunca, em pleno 2020.


Gravado em seu estúdio caseiro em Nova Jersey, Letter To You é o vigésimo álbum de estúdio de Springsteen.

E é o seu primeiro incluindo a E Street Band desde o disco High Hopes, de 2012. O disco também marca sua estreia em gravação com os parceiros desde 2016 na The River Tour: Roy Bittan, Nils Lofgren, Patti Scialfa, Garry Tallent, Stevie Van Zandt, Max, Charlie Giordano e Jake Clemons.


Cartas na pandemia com Bruce Springsteen

E o grande barato dessa gravação parece ter sido mesmo a espontaneidade. Segundo o próprio Springsteen, a lista de canções foi feita em cinco dias e as gravações aconteceram praticamente ao vivo no estúdio, sem overdubs ou outros tipos de recursos técnicos.

O álbum tem produção de Ron Aniello com Bruce Springsteen e Bob Clearmountain. A mixagem e masterização ficaram por conta de Bob Ludwig.


Para os fãs, The Boss reservou três canções lendárias dos anos 70 que ainda não tinham sido lançadas: Songs For Orphans, Janey Needs a Shooter e If I Was The Priest. Em todas elas, tanto ele como os integrantes da E Street Band mostram porque são tão respeitados no meio do rock.


As demais nove canções inéditas possuem uma forte carga emocional. A começar pela faixa título, Letter To You, que consegue emocionar até mesmo quem não é fã de Springsteen. Mas dá pra citar, sem medo, Last Man Standing e Burnin´ Train como outros ótimos momentos desse disco, assim como Ghosts e I’ll See You In My Dreams. São canções confessionais, inspiradas provavelmente pelo cotidiano que ele vivencia. E é por isso que nós nos identificamos tanto com as suas canções.


Letter To You pode até não ser o melhor disco de Bruce Springsteen com a E Street Band. Mas não fica nada a dever aos seus álbuns clássicos dos anos 70 e 80. Enfim, é mais um ótimo trabalho dessa lenda viva do rock.