Luiz Gomes Otero
Texto porLuiz Gomes Otero

Jon Anderson entre o rock progressivo e a world music

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O trabalho mais recente do músico britânico Jon Anderson, vocalista e fundador da banda Yes no final dos anos 60, traz uma mescla de sonoridades. Elas oscilam entre o rock progressivo e a chamada world music (ou new age).

Em 1.000 Hands Chapter One, título de seu mais recente disco, Anderson mostra uma forte presença pop nos arranjos. O que proporciona condições para algumas canções tocarem nas rádios.


Para quem não conhece, Jon Anderson foi a principal voz do Yes nos anos 70 e 80.

Se afastou da banda por motivos de saúde. Em paralelo, desenvolveu uma carreira solo bem produtiva, com trabalhos notáveis ao lado do músico grego Vangelis e do tecladista Rick Wakeman, seu colega de banda no Yes.


É frequentemente apontado como um dos melhores vocalistas da história do rock, com um falsete incrivelmente forte e original. Sempre facilmente reconhecido pelo público que acompanhou o trabalho do Yes ao longo dos anos.

Jon Anderson solo

Em seu trabalho solo, Anderson tem liberdade para explorar novos sons e arranjos. E faz isso geralmente mesclando influências de vários segmentos musicais. E nesse 1.000 Hands Chapter One, essa regra continua. Mas com um certo tempero pop que deixa algumas canções próximas das rádios.


Um exemplo é a animada Make Me Happy, com um arranjo de metais bem ao estilo da soul music dos anos 60. A pegada mais rock progressivo está presente em faixas como Activate e Now Variations.


O fato é que a magia da voz de Jon Anderson continua a mesma.

Seu vocal em falsete ainda emociona e mexe com os fãs, ainda que ele busque trazer elementos novos em sua sonoridade.

E é ótimo ver e ouvir ele investindo em um material autoral novo. Que, por sinal, tem tudo para ter continuidade no futuro.