Luiz Gomes Otero
Texto porLuiz Gomes Otero
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Joe Satriani mostra virtuose em Shapeshifting

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É preciso muita dedicação e talento para produzir um álbum inteiro com músicas instrumentais, ainda mais com o pé no hard rock. O guitarrista Joe Satriani não só tem as duas qualidades necessárias, como ainda mostra evolução a cada trabalho que produz.

Seu mais recente disco, Shapeshifting, contém treze faixas com músicas que comprovam a sua competência como músico virtuoso.

Com uma banda de apoio que inclui o experiente baterista Kenny Aronoff e o ótimo baixista Chris Chaney, ele começa pisando fundo no acelerador com a faixa título. E segue o ritmo em Big Distortion. Depois, diminui um pouco a velocidade com uma balada chamada All For Love.

Em uma das faixas, ele homenageia o ícone da surf music instrumental, Dick Dale, que faleceu recentemente. A climática Teardrops aponta o que Satriani pretende mostrar nesse momento para o público.

O tipo de timbre que Satriani tira da guitarra é bastante singular. Alguns puristas podem dizer que talvez soe até limpo demais. Mas o fato é que o resultado final para o ouvinte soa ótimo.

Experimente ouvir o som desse disco nos fones e você entenderá o que estou querendo dizer. Não por acaso ele é apontado como um provável sucessor do britânico Jeff Beck.

Do passado para o futuro

As influências de Satriani são muitas. Passam pelo hard rock dos anos 70, o rock progressivo e o blues, além de alguns momentos também esbarrar no jazz rock.

Shapeshifting condensa de forma brilhante todas essas referências.

Além do mais, apresenta um músico em permanente estado de evolução, que não se satisfaz em repetir fórmulas que já utilizou no passado.