Luiz Gomes Otero
Texto porLuiz Gomes Otero

Há 40 anos, Donna Summer brilhava com The Wanderer

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No início dos anos 80, a cantora americana Donna Summer já era considerada uma diva da disco music.

E se preparava para passar para uma nova etapa da carreira com o lançamento do álbum The Wanderer.  O álbum representou um ponto de virada, um direcionamento para uma fase ainda mais consistente do pop na época.

O disco foi co-escrito e produzido por Giorgio Moroder e Pete Belotte, com quem Donna Summer já havia trabalhado anteriormente.

Foi o primeiro dela na gravadora Geffen, que investiu no poder de interpretação e no forte vocal da chamada Deusa Negra da Disco Music.

Diva disco

The Wanderer abre com duas canções mais focadas no rock tradicional – a que dá nome ao disco e Looking Up.

A segunda faixa, aliás, virou um hit obrigatório dela nos shows daquele período e tocou bastante nas rádios no Brasil.

As canções Running For Cover e Grand Illusion pouco acrescentaram na qualidade do disco. Mas, depois, vem o riff matador de Cold Love, que também se ambienta na seara do rock. E Donna Summer dá conta do recado tranquilamente nesse estilo, chegando a ser indicada para o prêmio Grammy como melhor performance de vocal feminino no rock naquele período.


O pique dançante ainda estava vivo em algumas faixas como Who Do You Think You’re Foolin e Nightlife.

E Donna ainda encontra espaço para uma bela canção gospel chamada I Believe In Jesus, composta em um período em que ela redescobriu a religião. Essa canção, aliás, acabou rendendo mais uma indicação para ela no prêmio Grammy.


Nostalgia pura

Com The Wanderer, Donna Summer pavimentou de forma segura o seu caminho para uma trajetória ainda mais bem sucedida ao longo dos anos seguintes.

Dois anos depois, ela se juntaria com ninguém menos do que Quincy Jones e alcançaria um público ainda maior. Mas podemos dizer que esse álbum teve um papel importante nesse ponto de virada da sua carreira.