Luiz Gomes Otero
Texto porLuiz Gomes Otero

Black Sabbath – do fim para a eternidade

Algumas bandas de rock consideradas clássicas parecem resistir ao tempo de uma forma incrível.

Uma delas é o Black Sabbath, que recentemente anunciou a aposentadoria dos shows ao vivo com uma turnê mundial, passando inclusive pelo Brasil.

E é exatamente um dos shows dessa tour, realizado na Inglaterra no dia 4 de fevereiro deste ano, que foi lançado em CD e DVD com o nome The End – Black Sabbath Live in Birminghan.

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Da formação original, está o trio formado por Ozzy Osbourne (vocal), Tony Iommi (guitarra) e Geezer Butler (baixo). O baterista Bill Ward ficou fora desse projeto, sendo substituído de forma competente por Tommy Clufetos nas baquetas.

O filho do tecladista Rick Wakeman, Adam Wakeman, assume os teclados no show.

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Quem pôde conferir o show dos caras em São Paulo vai reconhecer boa parte do repertório de Live In Birminghan. Começa com a soturna canção que leva o nome da banda, gravada originalmente no disco de estreia, no final dos anos 60.

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O que se ouve depois é uma sucessão de clássicos, ainda levados com dignidade pelo trio remanescente.

Destaco Snowblind (do álbum Black Sabbath IV), N.I.B. e War Pigs (ambas do álbum Paranoid), além das ótimas Sabbath Bloody Sabbath e Iron Man. Mas há também aquelas que qualquer fã de carteirinha reconhece, como Into The Void, Fairies Wear Boots e Hand Of Doom, entre outras.

A qualidade do som está impecável.

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Se o vocal de Ozzy já não é o mesmo dos anos 70, pelo menos ainda dá conta de levar todas as faixas escolhidas para a despedida.

Ele não decepciona em nenhuma delas, assim como Iommi (uma autêntica fábrica de hits na guitarra) e Geezer Butler (extremamente rápido e preciso no baixo). Chega a ser emocionante ouvir a banda entoar Children Of The Grave e o rock básico de Paranoid, que fecham o set list do show com chave de ouro.

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The End – Black Sabbath Live in Birminghan é mais do que um disco derradeiro.

Trata-se de uma verdadeira aula de hard rock, que foi iniciada ainda nos anos 60 e lançou as matrizes para o que viria a ser chamado de heavy metal nos anos seguintes. Aula essa que perdurará, provavelmente, por muitos anos ainda.