O primeiro passo de toda carreira tem um professor por perto
Uma aula não termina quando toca o sinal
O aluno fecha o caderno, guarda o notebook na mochila e segue a rotina. Horas depois, aquela aula já parece ter ficado para trás. Mas basta o tempo passar para perceber que algumas explicações continuam ecoando por anos. Às vezes, elas aparecem na decisão de aceitar um novo emprego. Em outras, no jeito de resolver um problema, acolher uma pessoa ou ensinar alguém.
Talvez seja por isso que a influência de um professor seja tão difícil de medir.
Quem está à frente de uma sala de aula raramente forma apenas um profissional. Forma alguém que, amanhã, poderá cuidar de pacientes, administrar empresas, projetar cidades, desenvolver tecnologias ou, quem sabe, voltar para outra sala e ensinar uma nova geração.
É um efeito dominó silencioso.

No Dia do Profissional da Educação, a homenagem costuma ser direcionada a quem dedica a vida ao ensino. Mas e quem forma aqueles que, no futuro, também serão responsáveis por transformar outras vidas?
Essa resposta passa por diferentes histórias. Algumas começam cedo. Outras surgem depois de uma mudança de rota. Todas, porém, têm algo em comum: ensinar nunca significou apenas transmitir conhecimento.
No Centro Universitário São Judas, essa ideia ganha forma todos os dias. Entre laboratórios, clínicas, salas de aula e corredores, professores de diferentes áreas acompanham alunos que chegam carregando expectativas, dúvidas e planos. Ao longo da caminhada, o conteúdo faz parte da formação. Mas dificilmente é a única coisa que fica.
Essa matéria não aparece no histórico escolar
Patrícia Sanches Giordano costuma dizer que sua relação com a educação começou antes mesmo de ela perceber.
A maternidade chegou aos 18 anos. Para muita gente, aquele momento poderia significar interromper planos ou adiar sonhos. Para ela, aconteceu justamente o contrário.
O desejo de cursar uma faculdade ganhou ainda mais força.
Vieram a graduação em Pedagogia, a formação em Psicologia, o mestrado em Educação com foco na formação de professores, a criação de uma escola de educação infantil e, mais tarde, a atuação como docente e coordenadora de cursos.
O currículo impressiona, mas não explica sozinho a professora que Patrícia se tornou.
Ao longo da própria trajetória, ela percebeu que ensinar nunca dependeu apenas do conteúdo que estava preparado para apresentar.
Dependia, principalmente, da capacidade de ouvir.
“Quando me tornei mãe tão jovem, precisei aprender a ouvir antes de agir. Mais tarde, na pedagogia, percebi que essa escuta sensível sustentava qualquer prática educativa verdadeira.”
Essa percepção ganhou ainda mais força durante os anos em que esteve à frente de uma escola de educação infantil.
Ali, entre crianças, famílias e professores, ela entendeu que nenhuma sala de aula é igual à outra.
Cada estudante chega trazendo uma história que não aparece na lista de chamada.
Alguns carregam inseguranças. Outros enfrentam jornadas de trabalho antes da aula. Há quem esteja lidando com dificuldades financeiras, familiares ou emocionais e existem aqueles que só precisam encontrar alguém que acredite neles pela primeira vez.
Foi convivendo com essas diferentes realidades que Patrícia transformou sua forma de ensinar.
“A educação é construída no diálogo. Quando realmente escutamos o outro, encontramos caminhos que nenhum livro seria capaz de mostrar.”
Ela costuma repetir uma frase para seus estudantes: “O melhor está por vir.”
Mais do que motivação, a frase representa uma escolha pedagógica e é justamente aí que a educação começa a ultrapassar os limites da sala de aula.
Ensinar não é repetir
Se Patrícia encontrou na escuta um jeito de ensinar, Thiago Guedes Pinto descobriu outro caminho: transformar o medo em curiosidade.
Cirurgião-dentista, mestre, doutor e professor do Centro Universitário São Judas, em Santos, ele costuma brincar que sua principal profissão talvez seja outra: “eterno estudante”. E a definição faz sentido.
Para quem ensina uma área que evolui constantemente, continuar aprendendo deixa de ser uma escolha. Passa a ser parte da rotina. Mas a maneira como ele conduz as aulas nasceu muito antes da docência.
Durante a graduação, Thiago conheceu professores que marcaram sua trajetória de formas completamente diferentes. Alguns despertavam curiosidade.
Outros apostaram em uma metodologia rígida, baseada no autoritarismo. A experiência foi tão difícil que ele chegou a interromper o curso por um período.
Quando voltou, carregava uma decisão. Nunca reproduziria aquele modelo.
“Eu queria ser o professor que gostaria de ter encontrado durante a minha formação. Um professor que desafia, que exige, mas que nunca faz o aluno sentir que não é capaz.”
Essa escolha passou a orientar cada aula.
Na Odontologia, técnicas e protocolos são indispensáveis. Porém, para Thiago, decorar procedimentos não basta.
O verdadeiro aprendizado acontece quando o estudante entende por que cada decisão precisa ser tomada.
O instante em que tudo faz sentido
Existem recompensas que não cabem em um currículo e Thiago não fala sobre prêmios ou títulos quando lembra dos momentos mais marcantes da carreira.
Ele lembra de uma reação. Quase sempre, ela vem acompanhada de uma expressão espontânea.
“Ah… então era isso.”
Para quem está do outro lado da sala, pode parecer apenas uma frase. Porém, para um professor, ela representa uma mudança profunda e passa a fazer parte da forma como aquele futuro profissional observa um paciente, analisa um problema e toma decisões.
Segundo Thiago, é aí que nasce o pensamento crítico. E é justamente essa transformação que mais o motiva a continuar entrando em sala de aula.
Um legado que continua em movimento
Em uma cidade como Santos, que reúne estudantes de diferentes perfis e forma profissionais para toda a Baixada Santista, essa corrente ganha ainda mais significado.
Os corredores de um centro universitário reúnem histórias que começam em bairros diferentes, atravessam desafios particulares e seguem rumos completamente distintos.
Porém, todos carregam algo em comum: em algum momento da caminhada, houve um professor disposto a compartilhar mais do que conteúdo.
No Centro Universitário São Judas, esse processo acontece diariamente em diferentes áreas do conhecimento. Cada curso prepara profissionais para desafios específicos. Mas existe um objetivo que atravessa todos eles.
Formar pessoas capazes de continuar aprendendo, ensinar pelo exemplo e multiplicar conhecimento onde quer que estejam.
Talvez essa seja a maior herança deixada por quem escolhe a docência.
Os alunos se formam, os diplomas são entregues e as turmas mudam.
Mas algumas aulas continuam acontecendo durante décadas, mesmo quando o professor já nem imagina que ainda está ensinando.
Serviço
O Centro Universitário São Judas oferece cursos de graduação, pós-graduação, extensão e formação continuada em diferentes áreas do conhecimento, incluindo o Campus Unimonte, em Santos e o Campus Cubatão, com Medicina.
Mais informações sobre cursos, formas de ingresso e unidades estão disponíveis no site oficial da instituição.