Novo menu da Urbana Coquetelaria resgata memória afetiva brasileira
O bar foi fundo nas memórias, nos sabores e nas raízes brasileiras pra criar um cardápio novo de tirar o fôlego
Quantas histórias cabem em um copo? Ou em um prato de comida? A Urbana Coquetelaria foi buscar inspiração nos sabores, aromas e culturas brasileiras para repaginar seu cardápio.
A partir de 30 de abril, quem passar pela casa do Centro Histórico vai encontrar um menu completamente novo. A Urbana quer mexer com as suas lembranças, provocar sensações e conectar quem se senta à mesa (ou ao balcão) às raízes mais profundas do país.
Drinque Tenondé Porã (Futuro Melhor)
O Brasil é hype
A valorização dos ingredientes brasileiros e do que a gente costuma chamar de “comida e bebida de memória” está em alta.
A trilha desse movimento foi marcada nos últimos anos pelo crescimento de bares e restaurantes que optam por resgatar clássicos nacionais, reinterpretando receitas de boteco, lanches de feira e bebidas tradicionais com um toque contemporâneo.
Para dar um passo além, a coquetelaria santista aposta em um mergulho profundo nas referências nacionais, tanto nos sabores quanto na história de cada criação. Sob o comando dos sócios Walter Barroso e Larissa Fumes, a proposta carrega o mote de transformar memórias e cheiros em experiências gastronômicas genuínas.
O projeto, chamado “O Sabor do Saber”, valoriza ingredientes daqui, com receitas autorais tanto nos pratos quanto nos coquetéis. E tem mais: tudo é feito dentro da casa e de forma artesanal. Os molhos, as conservas e os embutidos inclusive.
As estrelas do novo cardápio da Urbana
As criações de Rafael Souza, chef de bar e autor da nova carta de coquetéis, levam nomes de origem indígena, resgatando raízes ancestrais, como é o caso do Içá Yambú, um mix “formigante” entre jambu, cachaças artesanais e frutas brasileiras, e do Karai Pyharé, que une whisky, vermute de café e aperitivos de raízes amargas para surpreender no amargor e na complexidade.
Drinque sem álcool: Pra não dizer que não falei das flores
Identidade e afeto
Quem prefere experiências sem álcool pode apostar na seção MPB (Medicina Popular Brasileira), com receitas que abusam de infusões, ervas e ingredientes naturais, como o Pra Não Dizer Que Não Falei das Flores (floral adoçado com rum zero álcool e hibisco) e o Vinte Anos Blue (xarope de coco, chá de erva-doce e água tônica).
A cozinha também aposta nas clássicas misturas de regionalidade e afeto.

Tem pastel de fubá inspirado em receitas do interior (o Não tem caroço nesse Angu) e a Carne de Jaguatirica (foto).
Além disso, há as croquetas e até um Doguinho Caramelo, releitura moderninha do cachorro-quente brasileiro servido no tradicional pão de cará.
A chef Victoria Diene ficou responsável por unir técnica de restaurante contemporâneo com a pegada afetiva de comida que lembra casa de vó. Pratos vegetarianos também têm vez, sem perder a identidade do menu.

Com um ambiente delicioso e uma curadoria musical idem, a Urbana Coquetelaria se tornou, em pouco mais de um ano de vida, referência obrigatória no renascimento do Centro Histórico de Santos.
Experimente (ou revisite)
Urbana Coquetelaria
Novo cardápio disponível a partir de 30 de abril
Rua Frei Gaspar, 12, Centro Histórico
Funcionamento: quarta e quinta, das 18h às 23h; sexta e sábado, das 18h à 1h