Fisioterapia: a profissão que cuida dos nossos movimentos está em alta
Entre músculos, movimentos e rotinas, existe uma parte do cuidado que não aparece nos exames
Dar alguns passos depois de um período de imobilidade. Subir uma escada sem ajuda. Voltar ao trabalho. Conseguir respirar melhor. Fazer sozinho uma tarefa que, até pouco tempo atrás, dependia de outra pessoa. Viver sem dor.
Para quem olha de fora, pode parecer pouca coisa. Mas recuperar uma parte da própria rotina dá uma sensação de autonomia que só quem a perde conhece.

É entre o corpo, a rotina e a independência que a Fisioterapia encontra uma de suas principais funções. No dia 13 de outubro, data que celebra nacionalmente fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais, a discussão também passa pelo tipo de profissional que a área da saúde está formando para o futuro de uma população cada vez mais longeva.
A data veio pela Lei Federal nº 13.084, de 2015. O dia 13 de outubro também remete à regulamentação das duas profissões pelo Decreto-Lei nº 938, de 1969.
Para Neli Leite Proença, professora do curso de Fisioterapia do Centro Universitário São Judas campus Unimonte, o trabalho vai muito além de retomar movimentos ou exercitar a flexibilidade.
“Quando ajudamos alguém a recuperar um movimento, a respirar melhor, a caminhar, a retornar ao trabalho, às atividades de lazer ou simplesmente a realizar sozinho uma tarefa cotidiana, estamos contribuindo para que essa pessoa retome também seu lugar no mundo”.
O corpo nunca chega sozinho para o atendimento
Uma pessoa chega para a fisioterapia com um diagnóstico. Mas, ao mesmo tempo, também chegam uma história, uma família, uma condição financeira, medos, expectativas e uma rotina que precisa continuar.
Neli conhece diferentes realidades do cuidado, inclusive em ambientes hospitalares e de alta complexidade. Por isso, defende uma formação que não reduza o paciente à função corporal que precisa ser recuperada.
“Muitas vezes, o paciente não precisa apenas recuperar força ou mobilidade. Ele precisa ter acesso ao tratamento, conseguir chegar ao serviço de saúde, contar com apoio da família, ter condições de adaptar sua casa e, principalmente, ser ouvido”, explica.
Essa perspectiva também ajuda a entender a presença da Fisioterapia em diferentes momentos da vida, em todas as idades. O profissional pode atuar na prevenção, na promoção da saúde e na reabilitação, além de acompanhar pessoas com diferentes condições e necessidades.
Na prática, isso significa olhar para aquilo que acontece depois da consulta. Afinal, recuperar uma função só faz sentido quando essa conquista consegue voltar para a vida cotidiana.
E quando a rotina também precisa ser reconstruída?
Agora vamos falar de Terapia Ocupacional?
Enquanto a Fisioterapia trabalha diretamente com movimento, funcionalidade e recuperação física, a Terapia Ocupacional também considera a relação da pessoa com as atividades que fazem parte da sua vida.
Vestir-se. Estudar. Trabalhar. Brincar. Cuidar da casa. Interagir. Participar da comunidade.
As duas áreas têm campos próprios de atuação, mas podem dialogar dentro de uma visão mais ampla de cuidado, especialmente quando a intenção é dar autonomia e fortalecer a participação na vida social.
Em Santos, essa área ganhou uma nova possibilidade de formação. O Centro Universitário São Judas campus Unimonte prevê a oferta do curso de Terapia Ocupacional a partir do primeiro semestre de 2027, ampliando o leque de caminhos para quem deseja atuar na área da saúde.
A novidade conversa com uma necessidade que Neli considera essencial: formar profissionais capazes de compreender pessoas diferentes em contextos diferentes.
A sala de aula precisa se parecer com a vida real
Para Neli, preparar um fisioterapeuta exige muito mais do que ensinar técnicas.
“É preparar um profissional capaz de pensar, questionar, tomar decisões e compreender o ser humano em sua integralidade”, afirma.
No curso de Fisioterapia do Centro Universitário São Judas campus Unimonte, teoria e prática se combinam, com metodologias ativas e em diferentes espaços de aprendizagem. O projeto pedagógico do curso prevê 4 mil horas de formação, com disciplinas específicas e dois ciclos de estágio curricular supervisionado.
A ideia é aproximar o estudante das situações que ele vai encontrar na profissão.
Isso inclui desenvolver raciocínio clínico, comunicação, autonomia e capacidade de trabalhar em equipe. E não só isso, mas também entender que dois pacientes com o mesmo diagnóstico podem apresentar necessidades completamente diferentes.
“Nem sempre aquilo que parece simples para o profissional é simples para quem está vivendo aquela situação”, resume Neli.
Esse olhar humanizado é super importante, em consonância com uma carreira que está sempre mudando graças a novas técnicas e tecnologias.
Atualização depois do diploma
A Fisioterapia avança junto com a ciência e, do mesmo jeito, as demandas da população vão se transformando.
Por isso, a formação profissional precisa preparar o estudante para continuar aprendendo depois da graduação.
Neli recomenda que os alunos aproveitem a experiência acadêmica para participar de projetos, vivenciar estágios e se aproximar da pesquisa.
E ela aconselha algo que parece simples, mas é uma lição pra todo mundo, independentemente da carreira: não ter medo de reconhecer que ainda não sabe.
“A ciência é indispensável. O conhecimento técnico é indispensável. Mas nenhum deles substitui a capacidade de escutar, acolher e compreender o paciente dentro da sua realidade.”
Essa combinação talvez explique por que uma sessão de fisioterapia pode significar tanto para quem está recebendo o atendimento.
A felicidade quando alguém volta a fazer algo que já não conseguia mais é onde mora a prova de que essa profissão não só movimenta corpos, mas dá vida a eles.
Serviço – Curso de Fisioterapia do Centro Universitário São Judas campus Unimonte
Centro Universitário São Judas campus Unimonte
R. Comendador Martins, 52 – Vila Mathias, Santos
O campus oferece o curso de Fisioterapia e prevê a oferta de Terapia Ocupacional a partir de 2027. As informações sobre processo seletivo, condições de ingresso e início das turmas devem ser consultadas diretamente nos canais oficiais da instituição.
Conheça a São Judas campus Unimonte