27/12/2017 Por Victória Silva Santistas por aí

Estudantes santistas projetam escola feita com contêineres

Segundo um levantamento feito em 2016, divulgado pelo Todos pela Educação, mais de 2,8 milhões de crianças e adolescentes (entre 4 e 17 anos) estão fora da escola no Brasil.

Casos de escolas distantes, como o dessa manchete abaixo, por exemplo, são mais comuns do que deveriam.

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E o poder público pouco se movimenta na busca por mudanças. Se eles não fazem nada, uma turma de santistas decidiu utilizar o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) para promover uma possibilidade: escolas feitas com contêineres.

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Numa primeira leitura, pode parecer estranho, mas 5 alunos do 10º semestre de Engenharia Civil da Esamc Santos decidiram provar que isso é possível e pode ser uma solução para atender esse tipo de demanda.

A ideia envolve construir espaços que se adaptem às possibilidades locais e, principalmente, ofereçam um custo até 2 vezes mais barato do que uma construção em alvenaria. Além disso, o tempo de construção também é menor.

Escola Modular

Orientados pelo professor Alessandro Borraschi, os universitários Débora Farias, Julio Lara, Marjory Lessa, Nicholas Barreto e Patrícia Marcondes apresentaram um projeto com 4 salas de aula, cozinha, banheiro masculino e feminino, sala dos professores, diretoria, biblioteca, pátio, refeitório e quadra poliesportiva.

Tudo isso construído em apenas 6 meses e por R$ 400 mil (já com as mobílias)!

“Um dos nossos objetivos era desenvolver um projeto que tivesse impacto social. E por que a escola? Porque, se a gente quer uma sociedade melhor, temos que pensar em quem vai mudar essa sociedade, que são as crianças os jovens”, justifica Marjory Lessa.

O projeto ainda conta com telhas verdes, que refrescam o ambiente e possibilitam a construção de hortas; placas para captação de energia solar; e calhas para armazenar água da chuva, para uso em descargas ou lavagem de espaços.

“Queremos mostrar para a sociedade que é possível proporcionar soluções e conter gastos. Por isso, pretendemos mostrar o projeto para vereadores das cidades da Baixada e quem sabe, para o governo do Estado”, diz Patrícia Marcondes.

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O projeto pode ser adaptado para outras realidades, como o momento de reforma de um ambiente ou um ambiente adicional, inclusive em escolas e ONGs.