Texto porSuzane G. Frutuoso

Sua desorganização pode te custar até R$ 4.200 por ano!

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A essa altura, já no segundo mês do ano, se você não assistiu à série de Marie Kondo na Netflix, pelo menos ouviu falar ou sabe de alguém, família, amigo, que pirou na organização de armários, gavetas e afins neste início de 2019.

A simpática japonesinha, especialista em organização pessoal, está à frente dos episódios de Ordem na Casa.

Também autora do best-seller A mágica da arrumação (Editora Sextante), ela tem ideias geniais e, ao mesmo tempo, simples que, literalmente, abrem caminho pelos cômodos. E junto vem leveza. Uma sensação de se carregar menos pesos no cotidiano.

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O Método KonMarie, vejam só, parece falar de coisas como ajeitar nossa gaveta de calcinhas e sutiãs, quando, na real, demonstra com toda a suavidade oriental que estamos é atravancando nossa vida por diferentes motivos.

O que mais me chamou a atenção (cuidado que aqui segue um minispoiler, tá?) é como a bagunça na casa e nos apartamentos das pessoas estava ligada a questões emocionais, apegos e medos. Ou de não deixar o passado para trás ou de temer o que pode faltar no futuro – esquecendo que o presente não está performando como devia porque se veem presas nesses extremos dolorosos.

O contrário absoluto, aqueles lugares quase antissépticos de tão em ordem, também não acho exatamente normal… Uma baguncinha é sinal de vida em movimento, gente recebida em casa, criança e bichinho brincando, entre outras alegrias indispensáveis.

Adotando Marie Kondo pra vida

Mas o acúmulo desequilibrado de objetos pessoais, quando visto de acordo com as lições de Marie Kondo, fica evidente. Os participantes da série se envergonham ao empilhar todas as roupas e darem conta que não usam metade ou mal sabem dizer para quê determinado acessório serve. Percebem como o excesso de consumo e do ter causam prejuízos e estresse para seus dias. Inclusive tensões nos relacionamentos.

Como não perder a paciência quando o relógio está girando e não conseguimos encontrar algo importante, como um documento? Ou mesmo achar a chave de casa para sair?

Para fazer um paralelo com o ambiente de trabalho, dados de consultorias internacionais indicam que funcionários perdem até 2 horas por dia procurando documentos extraviados nas empresas.

Isso gera perdas financeiras e sobrecarga de equipes. A desarrumação, enfim, causa impactos em nossa produtividade, bem-estar, tira a tranquilidade, nos deixa sobressaltados.

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Quanto custa sua desorganização?

Minha amiga Tatiana França, fundadora da consultoria Organize e Harmonize, sempre diz em suas palestras: uma vida mais organizada, é com certeza, uma vida mais harmoniosa. Em seu e-book, Organização do tempo e produtividade, Tati nos apresenta uma conta de cair para trás.

Supondo que você ganhe R$ 50 por hora e perca 15 minutos por dia procurando coisas, a desorganização custará a você:

  • R$ 12,50 por dia
  • R$ 87,50 por semana
  • R$ 350 por mês
  • R$ 4.200 por ano

É quanto custa sua desorganização…

Então, se até aqui eu não te convenci que esse desalinho todo aí entre excessos só tira o seu sossego. Talvez você se convença entendendo que desorganização é também sinônimo de muito dinheiro perdido.

Ah, e não esqueça de ler sobre jeitos de organizar a sua vida com o bullet journal e também com o Pomodoro, uma técnica de produtividade bem legal.

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*Suzane G. Frutuoso é escritora, jornalista, professora universitária e empreendedora. Cofundadora da plataforma Mulheres Ágeis e da consultoria ComunicaMAG. Autora do livro “Tem Dia Que Dói – mas não precisa doer todo dia e nem o dia todo”.