Victória Silva
Texto porVictória Silva
Jornalista, 24 anos - Santos

Atendimento de COVID-19 no Hospital Vitória começa na próxima semana

O drive-thru de exames da COVID-19 teve início ontem em Santos. De acordo com a divulgação da Prefeitura, foram cerca de mil exames feitos e 25 resultados positivos. O que faz o total de confirmados na cidade saltar para 1.382 casos e, consecutivamente, muitas pessoas levantarem a questão:

Ainda tem leito disponível para pacientes de COVID-19 em Santos?

Se você estava com essa dúvida, pode ficar tranquilo. No dia 22 de maio, sexta-feira, começa o atendimento de COVID-19 no Hospital Vitória. Ou seja, a cidade contará com mais 130 leitos reformados para atender especificamente esses casos.

Como funcionará o atendimento de covid-19 no Hospital Vitória

De acordo com a divulgação, o funcionamento do hospital de campanha será custeado por recursos estaduais. No total, R$ 19 milhões foram destinados ao Hospital Vitória – valor retirado do repasse de R$ 30 milhões anunciado na última quarta-feira, 13 de maio, pelo Governo do Estado para a região.

Para atender a essa demanda, a unidade deve ter cerca de 500 profissionais envolvidos em seus funcionamento – entre médicos, enfermeiros, nutricionistas, vigilantes e agentes de limpeza, por exemplo. Sendo 250 contratações diretas (CLT) e a outra metade, contratações indiretas. A estrutura vai oferecer:

  • 17 Unidades de Terapia Intensiva (UTIs);
  • 113 leitos de enfermaria.

Todos os leitos são para atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS). Ou seja, complementam os 669 já disponíveis por aqui.

“Se optássemos por construir um hospital deste porte com as mesmas condições, ou mesmo montar uma unidade com estruturas provisórias, em ginásios, estádios e outras áreas, o custo aos cofres públicos seria de dez a 30 vezes superior ao investido na adaptação desse prédio”, explica o secretário municipal de Saúde, Fábio Ferraz.

A hospital foi cedido gratuitamente por meio de comodato assinado com o United Health Group Brasil, proprietário da operadora de saúde Amil. O contrato fica vigente até 31 de dezembro de 2020. Já a gestão do hospital de campanha será compartilhada entre a Prefeitura e a organização social Instituto Social Hospital Alemão Oswaldo Cruz.