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5 mitos sobre mulheres no porto que o Lendárias & Portuárias derruba

O Juicyhub lançou um novo podcast: o Lendárias & Portuárias, projeto em que você vai conhecer 20 histórias de mulheres que atuam na maior vertical econômica do País: o Porto.

E, a partir desse depoimentos sobre desafios, superações e uma luta intensa pela equidade de gênero que o debate se constrói, em meio a conversas descontraídas em que todos e todas podem aprender sobre a linguagem desse universo e conhecer as diferentes carreiras possíveis para quem sonha em trabalhar no setor.

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Ao longo de 10 episódios, falamos sobre padrões que elas quebram diariamente na vida profissional e pessoal. Vem com a gente descobrir 5 mitos sobre mulheres no porto que descobrimos serem fake news!

Desmistificando o trabalho das mulheres nos portos com o Lendárias & Portuárias

1. Mulheres só atuam no porto em áreas administrativas!

Nos dois primeiros episódios do Lendárias & Portuárias esse mito já cai por terra! De cara, você já conhece a experiência da Fabiana Almeida, a primeira operadora de portêiner do Porto de Santos. Essa máquina tem mais de 40 metros de altura e impõe extrema responsabilidade para a operadora, que precisa manejar imensos contêineres pelo terminal.

E no segundo episódio, a Paula Bispo, primeira “amarradora” de navios do porto santista. Operadora de costado e capatazia são outros títulos para o mesmo trabalho. Contudo, a pessoa é responsável por auxiliar o navio a atracar, algo que exige muita força para manejar uma corda pesada, ainda mais com o peso da água.

Paula comentou que já está treinando uma segunda mulher para a mesma função. Quem imagina que elas não são capazes de desempenhar ofícios que demandam força física, esquece.

2. Não existe mulher na função de prática de navio!

A função de prático de navio passava de pai para filho, eles são os “detentores do conhecimento local” em relação aos canais por onde passam os navios. Mais do que ninguém conhecem as regras, as condições naturais da região e os riscos. Por isso, são convocados para manobrar os navios, fazendo com que possam transitar com mais segurança nas chegadas e partidas. É um trabalho que exige concentração, responsabilidade e muito conhecimento técnico.

No segundo episódio, o Lendárias & Portuárias não somente recebeu a primeira diretora do Instituto de Praticagem do Brasil, Jacqueline Wendpap, como também mostrou que, cada vez mais mulheres são vistas desempenhando tal função. E, se um dia, o trabalho de prático era algo entre os homens de uma mesma família, segundo Wendpap, deixou de ser.

3. Mulheres que trabalham embarcadas não têm tempo de serem mães.

É certo que nem toda mulher quer ser mãe e consegue colocar toda a sua energia na carreira. Porém, e se ela já é, ou quer ser mãe, e ainda trabalhar embarcada em plataformas de petróleo? Então, o quarto episódio do Lendárias & Portuárias apresenta duas mulheres que mostram uma outra perspectiva sobre a ideia de ficar um período afastadas da família: a descentralização da responsabilidade feminina a respeito de filhos/as; a cultura da culpa e a economia do cuidado são os temas-chave desse episódio!

4. O trabalho das mulheres nos portos é história recente.

Nada disso. A pesquisadora Helena Pontes, especialista em Direito do Trabalho, comenta sobre outras categorias de trabalho que, muitas vezes, não são consideradas na nossa sociedade. Com isso, para além do trabalho importantíssimo e histórico das “catadeiras de café” – mulheres que foram fundamentais para o sucesso da exportação de café brasileiro – ficamos sabendo também sobre a relevância da atuação de mulheres nas greves santistas do setor portuário. Sem elas, o movimento jamais avançaria. E você fica sabendo sobre essa história no primeiro episódio do podcast.

5. Depois que se tornam mães, as mulheres não conseguem mais se concentrar em suas carreiras.

A ideia de investir e se preparar para uma carreira não é uma questão do tipo: quem quer faz ou aquela conhecida frase “trabalhe enquanto eles dormem”. Sem exceção, para que uma pessoa possa ter a devida saúde mental e usar toda a sua potencialidade na sua profissão, precisa de estrutura social, educação de qualidade, moradia digna, alimentação saudável, entre muitas outras coisas. Contudo, grande parte das mulheres enfrentam ainda mais um problema: o sentimento de culpa e a sobrecarga na maternidade.

Por outro lado, quando elas possuem uma rede de apoio forte e são recebidas em empresas que já estão conectadas com o debate global da sustentabilidade nas relações humanas, podem ir tão longe quanto quiserem. E no terceiro episódio você vai conhecer histórias muito inspiradoras, de duas mulheres que receberam promoção no trabalho enquanto ainda estavam no período de gestação.

Isso nem deveria ser uma questão. Afinal, uma profissional gestante não deixa de ser apta para o seu trabalho. Entretanto, a curto prazo, é uma pessoa que vai se afastar, como é de direito, para a sua licença-maternidade e, provavelmente, vai dispor de uma rotina diferenciada após o nascimento do/a filho/a. Porém, já há lugares que preferem conter os seus talentos e produzir uma relação de trabalho saudável com essas profissionais. E um desses lugares é o setor portuário! É fundamental que uma área da economia tão importante para o país esteja a par daquilo que deve superar.

Acompanhe o podcast

Contando histórias e trajetórias de mulheres no porto, o podcast Lendárias & Portuárias tem episódios lançados todas as segundas e sextas-feiras, às 12h, no canal do YouTube do Juicy Santos! É uma produção com incentivo do Promicult “Alcides Mesquista” – Prefeitura de Santos, com patrocínio da DP World.

Texto porRachel Hidalgo